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Chapecoense viaja a Medellín para amistoso em memória da tragédia

Jogo solidário contra o Atlético Nacional homenageia as vítimas de 2016 e ajuda vítimas do terremoto colombiano.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Chapecoense viaja a Medellín para amistoso em memória da tragédia

A Chapecoense parte nesta quarta‑feira, às 18h30, rumo a Medellín para enfrentar o Atlético Nacional no Estádio Atanasio Girardot, sábado, 26 de setembro, às 18h (horário de Brasília). O amistoso, marcado como “jogo da amizade eterna”, tem como objetivo principal homenagear as 71 vidas perdidas no acidente aéreo de 2016. Além da memória, a partida destina parte da arrecadação ao socorro das vítimas do recente terremoto que abalou a Colômbia.

A partida ocorre durante a pausa da 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, quando a Chapecoense ocupa a última posição da tabela, com apenas dois pontos conquistados até a 28ª rodada. O clube retorna à Série A apenas no dia 7 de outubro, às 20h, para enfrentar o Vitória na 29ª rodada. O duelo de 2026 coincide com o décimo aniversário da tragédia de 29 de novembro, quando a delegação viajava para o mesmo Atlético Nacional na final da Copa Sul‑Americana.

A logística da viagem foi organizada pelo departamento de relações públicas da Chape, que enviou a delegação ao aeroporto de Chapecó na quarta‑feira. O Estádio Atanasio Girardot, com capacidade para 44 mil torcedores, será palco de uma partida que combina homenagem e ação social, já que parte da bilheteria será repassada a organizações que atendem os desabrigados pelo terremoto. A iniciativa reforça a tradição de solidariedade que a Chapecoense cultivou desde o desastre, quando clubes e torcedores ao redor do mundo contribuíram para a reconstrução da equipe.

O Atlético Nacional, atual bicampeão da Copa Libertadores e tradicional potência colombiana, também tem forte vínculo com a tragédia, pois seria o adversário da final de 2016. O clube tem mantido contato com a Chape nos últimos anos, organizando eventos comemorativos e projetos de apoio mútuo. O amistoso, portanto, representa não apenas um reencontro esportivo, mas um símbolo de reconciliação entre duas instituições marcadas por um episódio doloroso.

Do ponto de vista técnico, a partida oferece à Chape a oportunidade de testar a nova formação de Gilson Kleina antes do retorno ao campeonato. O técnico pode avaliar a integração de jogadores recém‑contratados, como o atacante uruguaio Matías Suárez, em um ambiente menos pressionado. Além disso, a exposição internacional pode gerar receitas de patrocínio e merchandising, essenciais para um clube que enfrenta dificuldades financeiras na lanterna do Brasileirão.

Para a torcida, o amistoso funciona como um rito de cura coletiva, permitindo que fãs de Chapecó e de Medellín celebrem a memória dos que se foram enquanto apoiam uma causa humanitária. A transmissão ao vivo prevista para canais regionais e para plataformas digitais amplia o alcance da mensagem de solidariedade, potencializando futuras parcerias entre clubes sul‑americanos. O evento ainda pode influenciar a imagem da Chapecoense no mercado de transferências, mostrando ao mundo que o clube mantém sua identidade resiliente.

Com a partida concluída, a Chapecoense retornará a Chapecó para a preparação final antes do confronto contra o Vitória. Os olhos dos torcedores estarão voltados para a capacidade da equipe de transformar o momento de homenagem em energia positiva dentro de campo. O desempenho em Medellín, tanto tático quanto emocional, será analisado como indicador da reação da Chape ao desafio de escapar da zona de rebaixamento na reta final da Série A.

Fonte: ge.globo

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