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Chapecoense escapa das piores campanhas da Série A ao alcançar 18 pontos

Ponto contra o Atlético-MG tira a equipe da lista negra das três piores campanhas históricas.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Chapecoense escapa das piores campanhas da Série A ao alcançar 18 pontos

Na 28ª rodada do Brasileirão 2026, a Chapecoense conquistou um ponto ao empatar em 1 a 1 com o Atlético-MG em Belo Horizonte, elevando seu total para 18 pontos. O resultado tem valor simbólico: impede que o Verdão do Oeste se junte ao seleto grupo das três piores campanhas da história da Série A. Em meio a uma luta acirrada contra o descenso, cada ponto ganha peso extra na reta final da competição.

Com 18 pontos, a Chape permanece na última colocação da tabela, mas ainda tem dez rodadas pela frente para tentar reverter a situação. A campanha até aqui rende um aproveitamento de cerca de 13,5%, ligeiramente acima da marca de 13% registrada em 2021, quando o clube somou apenas 15 pontos. O clube catarinense ainda precisa de, no mínimo, 30 pontos para garantir segurança, número que tem sido referência nas últimas duas décadas para evitar o descenso direto.

A campanha de 2021 ainda é referência dolorosa: a Chapecoense venceu apenas uma partida – fora de casa, contra o Bragantino – e terminou a temporada com 15 pontos, o pior aproveitamento da era dos pontos corridos. Antes dela, o América‑RN havia marcado 17 pontos em 2007 (14% de aproveitamento) e, mais recentemente, o Sport repetiu a mesma marca em 2025 (15%). Náutico (2013) e Avaí (2019) também ficaram na lista com 20 pontos cada, mas a Chape já superou esses números ao chegar a 18 pontos nesta temporada.

O empate contra o Atlético-MG foi marcado por um gol de empate nos minutos finais, garantindo o ponto vital. Embora o resultado não tenha alterado a posição da Chapecoense na tabela, ele quebrou a sequência de derrotas que ameaçava transformar a campanha em um recorde negativo ainda maior. O ponto também trouxe alívio imediato ao técnico e à comissão, que ainda buscam ajustes táticos para os próximos confrontos.

Do ponto de vista tático, o empate evidencia a necessidade de maior solidez defensiva e eficiência na transição ofensiva, áreas que o time tem falhado ao longo das primeiras 27 rodadas. Financeiramente, permanecer na Série A garante receitas de TV e patrocínios que seriam drasticamente reduzidas em caso de descida, o que torna cada ponto estratégico para a sustentabilidade do clube. A pressão sobre o treinador aumenta, já que a diretoria tem deixado claro que mudanças podem ocorrer caso a equipe não apresente evolução nos próximos cinco jogos.

Com dez partidas restantes, a Chapecoense precisa somar ao menos 12 pontos para alcançar a zona de segurança, número que, embora ainda distante, é matematicamente viável. O calendário inclui confrontos contra equipes de média e alta classificação, o que exigirá um plano de jogo mais pragmático e aproveitamento máximo das bolas paradas. Historicamente, clubes que conseguem virar o rumo nas últimas rodadas costumam adotar esquemas mais compactos e apostar em contra‑ataques rápidos.

Na próxima rodada, a Chapecoense tenta transformar o ponto conquistado em vitória, buscando confirmar que a fuga das piores campanhas não foi apenas um alívio momentâneo. Os torcedores deverão observar a postura defensiva nos minutos finais e a capacidade de criar oportunidades claras diante de adversários que já consolidaram posições superiores. O desenrolar dos próximos jogos definirá se a equipe conseguirá transformar o milagre dos 18 pontos em permanência definitiva na elite.

Fonte: ge.globo

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