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Corinthians impulsiona negócio de bandeiras e abastece rivais

Líder da Gaviões da Fiel transforma produção de bandeiras em empresa lucrativa que atende até clubes adversários.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Corinthians impulsiona negócio de bandeiras e abastece rivais

Em entrevista recente, o dirigente da Gaviões da Fiel revelou que transformou a produção de bandeiras em um negócio que abastece não só a própria torcida do Corinthians, mas também grupos organizados de clubes rivais. O fato destaca a crescente profissionalização das torcidas organizadas, que agora atuam como verdadeiros fornecedores de artigos de massa.

Historicamente, as torcidas brasileiras produziam faixas e bandeiras de forma artesanal, usando recursos limitados e dependência de voluntários. Nos últimos anos, porém, a demanda por peças de grande porte – mosaicos que cobrem setores inteiros dos estádios – forçou uma mudança de paradigma, impulsionada por clubes que buscam impacto visual e segurança nas apresentações.

Segundo a própria fonte, "clubes e torcidas passaram a comprar faixas, mosaicos e bandeirões em vez de produzi-los; peças maiores são feitas em só dois dias e custam em torno de R$ 50 mil". Essa estrutura permite que a Gaviões da Fiel ofereça produção rápida, com equipes de impressão digital e costura que entregam em até 48 horas, atendendo a pedidos de última hora para jogos decisivos.

A operação conta com um pequeno parque industrial localizado na zona leste de São Paulo, onde trabalham cerca de quinze colaboradores em turnos alternados. Cada temporada, a organização estima entre 30 e 40 encomendas de grande escala, movimentando cifras que chegam a R$ 1,5 milhão, parte significativa revertida para projetos sociais da própria torcida.

Financeiramente, o empreendimento cria uma nova fonte de receita para a Gaviões da Fiel, reduzindo a dependência de patrocínios tradicionais e fortalecendo sua autonomia. No entanto, a prática também levanta questões sobre a influência de grupos organizados nas estratégias de marketing dos clubes, especialmente quando rivais recebem o mesmo suporte visual.

Do ponto de vista do mercado, a entrada de torcidas organizadas como fornecedores pressiona fornecedores tradicionais, que antes detinham monopólio sobre banners e bandeirões. Os preços têm subido, mas a rapidez de entrega e a personalização oferecida pelos grupos de torcida criam um diferencial competitivo que pode redefinir contratos futuros entre clubes e empresas de eventos.

Com a próxima partida do Corinthians contra o Palmeiras, marcada para 12 de outubro, a atenção se volta para a quantidade de bandeiras que chegarão ao estádio. Observadores deverão analisar se a transparência financeira da Gaviões da Fiel será exigida pelos dirigentes do Corinthians e se outros clubes seguirão o modelo de terceirização de produção de artefatos de torcida.

Fonte: ge.globo

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