São Paulo deve mais de R$ 2 milhões por contrato de André Anderson
Justiça rejeita defesa do clube e determina pagamento imediato, elevando pressão financeira do Tricolor.

O São Paulo foi condenado a desembolsar R$ 2.056.752,50 à Datasoccer Sports Administração, empresa que representava André Anderson, decisão que coloca em xeque a política de pagamentos extrajudiciais do clube e pode comprometer seu orçamento para a reta final da temporada.
André Anderson chegou ao Morumbi em 2022 por empréstimo da Lazio, porém as recorrentes lesões limitaram sua atuação a apenas 12 partidas, culminando em um contrato que previa sete parcelas mensais de R$ 100 mil e dez parcelas de 25 mil euros, equivalentes a 250 mil euros ao câmbio oficial.
Na última segunda‑feira, o juiz Fábio Coimbra Junqueira, da 6ª Vara Cível de São Paulo, calculou o débito em R$ 1.356.752,50 para a parte em euros, somou os R$ 700 mil das parcelas em atraso e adicionou custas processuais e honorários de 10% sobre o valor atualizado, totalizando a condenação de R$ 2.056.752,50.
Em sua defesa, o Tricolor alegou que a disputa deveria ter sido dirimida na CNRD – Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF – e que as lesões de Anderson teriam reduzido a utilidade econômica do contrato, mas a magistrada descartou tais argumentos ao entender que os pagamentos não estavam condicionados ao desempenho ou à condição física do atleta.
O impacto financeiro imediato é significativo: o montante ultrapassa o salário médio de um jogador do elenco e chega próximo ao custo de um reforço de ponta, reduzindo a margem para novas contratações num período em que o clube ainda busca reforçar o meio‑campo diante das lesões de Domingos Duarte e Aurélio Buta.
A sentença também abre precedentes para futuros litígios envolvendo a CNRD, pois demonstra que a justiça pode intervir quando clubes tentam contornar obrigações contratuais por meio de mecanismos internos da CBF, o que pode gerar maior cautela nas negociações de empréstimos e acordos de agenciamento.
O São Paulo já anunciou que recorrerá da decisão e, enquanto o recurso tramita, o clube terá que arcar com o valor e as despesas processuais; o próximo desafio será a partida da próxima rodada do Brasileirão, onde a diretoria será observada quanto à capacidade de manter o elenco competitivo sem comprometer ainda mais o caixa.
Fonte: ge.globo
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