Coutinho abandona Vasco após vaias no Carioca
O meia citou xingamentos da torcida e questões de saúde mental como gatilho para rescindir contrato e vestir a camisa do Santos.

Philippe Coutinho encerrou sua passagem pelo Vasco ao rescindir contrato um dia após ser vaiado pela própria torcida na partida das quartas de final do Campeonato Carioca contra o Volta Redonda, em 14 de fevereiro de 2026, marcando a primeira saída oficial do meia brasileiro para o Santos.
O retorno do meia ao clube carioca, celebrado em julho de 2024 com festa na Ilha do Urubu, coincidiu com uma fase de crise: o Vasco iniciava 2026 com resultados negativos no Brasileirão, ocupando a zona de risco de rebaixamento e sofrendo forte pressão financeira que limitava contratações de reforços de qualidade.
No duelo de sábado de Carnaval, São Januário recebeu pouco mais de 8 mil torcedores; ao final do primeiro tempo, com o Vasco perdendo por 1 a 0, a torcida vaiou o técnico Fernando Diniz e, em seguida, direcionou vaias tímidas a Coutinho, além de Léo Jardim, Cuesta e Lucas Piton, evidenciando desgaste acumulado desde a derrota por 1 a 0 para o Bahia em 11 de fevereiro.
Coutinho solicitou a substituição, chorou no vestiário e não retornou ao banco no segundo tempo; apesar da ausência, o Vasco empatou com gol de Spinelli e avançou nos pênaltis, mas o clima dentro do clube já estava irrevogável.
Na manhã seguinte, o meia enviou pedido de rescisão e, ao ser apresentado ao Santos, afirmou que “estava no meu limite”, citando a derrota na final da Copa do Brasil de 2025 como ponto de ruptura e revelando que havia deixado “US$ 10 milhões limpos no Catar” para voltar ao Vasco.
A saída de Coutinho representa um golpe duplo ao Vasco: perde-se um nome de mercado que movimentava vendas de camisas e patrocínios, ao mesmo tempo em que o clube abre mão de um jogador capaz de criar oportunidades ofensivas, aumentando a vulnerabilidade tática de Fernando Diniz em partidas decisivas.
Para o Santos, a contratação traz experiência internacional e reforça o meio‑campo em um momento de busca por consistência na Série A; financeiramente, o clube carioca economiza salários elevados, enquanto Coutinho tem a chance de reconstruir sua carreira em um ambiente menos hostil.
O Vasco volta a campo na próxima rodada do Brasileirão contra o Coritiba, ainda sem definir substituto imediato para o camisa 10; a diretoria precisará gerir a crise de imagem, apoiar a equipe técnica e, possivelmente, rever a relação com a torcida para evitar novos desdobramentos de saúde mental entre seus atletas.
Fonte: ge.globo
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