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Cuiabá enfrenta bloqueio de transferências e acusa calote de rivais

Presidente Cristiano Dresch culpa Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético-MG por dívida de R$ 42 milhões que gerou a punição da CBF.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Cuiabá enfrenta bloqueio de transferências e acusa calote de rivais

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, revelou que o clube está sob um bloqueio de transferências imposto pela CBF, e atribuiu a medida ao calote de quatro gigantes do futebol brasileiro. Em entrevista, Dresch destacou que Santos, por exemplo, jamais poderia arcar com um jogador do calibre de Neymar, insinuando a gravidade dos débitos. A punição chega num momento crítico, quando a equipe busca consolidar uma vaga de acesso à Série A.

Rebaixado da Série A ao final da temporada 2023, o Cuiabá iniciou 2024 na Série B com o objetivo de retornar ao elite em curto prazo. O clube tem acumulado receitas modestamente, mas ainda depende de pagamentos pendentes de clubes maiores, que somam R$ 42 milhões a receber. Essa dívida representa quase metade do orçamento anual previsto para a campanha, colocando pressão sobre a diretoria para encontrar alternativas de reforço.

A origem da sanção está na inadimplência com o ex‑técnico Petit, que ajuizou ação trabalhista contra o clube por salários e encargos não quitados. Além disso, a CBF apontou que Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético‑MG não honraram compromissos financeiros firmados em negociações anteriores, o que culminou no bloqueio. Dresch, ao desabafar, criticou a postura dos credores, questionando como um clube que tem R$ 42 milhões a receber pode enfrentar tal situação.

Mesmo com a restrição, o Cuiabá avançou na contratação do goleiro Gustavo Busatto, ex‑Caxias e Grêmio, que chega para reforçar a meta defensiva na Série B. Busatto foi anunciado como a primeira contratação oficial da temporada, demonstrando a intenção da diretoria de manter o plantel competitivo. O próximo confronto contra o Goiás, marcado para o fim de semana, será o primeiro teste de como a equipe se comportará sem a possibilidade de novos reforços.

Do ponto de vista técnico, a ausência de novos ingressos no mercado limita a margem de manobra do técnico Eduardo Barros, que agora depende exclusivamente da evolução dos jogadores já disponíveis. A falta de profundidade no elenco pode comprometer a rotação em jogos consecutivos, sobretudo nas partidas decisivas contra adversários diretos na briga pelo acesso. Além disso, a pressão psicológica sobre o grupo pode refletir nos resultados, como já se viu em alguns empates recentes.

Financeiramente, o bloqueio pode desencadear um efeito cascata: credores podem exigir garantias mais rígidas, enquanto patrocinadores ficam atentos à instabilidade administrativa. A diretoria já sinalizou a intenção de recorrer da decisão da CBF, alegando que a dívida com Petit já está em negociação e que os valores devidos pelos clubes citados são contestados. O desfecho desse litígio será decisivo para restaurar a credibilidade do Cuiabá no mercado e evitar sanções adicionais.

Nos próximos dias, o clube deve apresentar documentos à CBF para tentar reverter o ban e, simultaneamente, buscar acordos de parcelamento com os credores. Enquanto isso, a atenção dos torcedores se volta para o duelo contra o Goiás, onde a equipe precisará demonstrar consistência sem reforços externos. O desempenho nos próximos três jogos será crucial para medir se a crise financeira será um obstáculo ou um catalisador para a superação.

Fonte: ge.globo

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