Edson Álvarez nega sequestro e ameaça ação judicial
Capitão mexicano afirma que as acusações são infundadas e que buscará reparação na Justiça.

Edson Álvarez, capitão da Seleção Mexicana na Copa do Mundo de 2026, foi acusado pelo cineasta Juan José López Ordóñez de participação em um suposto sequestro ocorrido em novembro de 2024; o volante do West Ham rejeitou categoricamente a denúncia e informou que sua equipe jurídica avaliará medidas contra quem divulgar informações falsas.
Álvarez chegou ao West Ham em agosto de 2023, vindo do Ajax por € 40 milhões, e já soma 74 partidas pelo clube inglês, com dois gols e três assistências. Na seleção, acumula 102 convocações desde 2017 e comandou a equipe nas oitavas de final da Copa, quando o México foi eliminado pela Inglaterra, que avançou com um jogador a menos. O momento de sua carreira coincide com a pressão de manter a titularidade tanto no clube quanto na seleção, após um empréstimo ao Fenerbahçe na temporada passada.
Segundo Ordóñez, o suposto sequestro teria ocorrido em novembro de 2024, envolvendo duas pessoas armadas que usaram venda nos olhos e aplicaram uma seringa no pescoço da vítima. O cineasta alega que o crime está ligado a uma disputa financeira de 3,5 milhões de pesos mexicanos (cerca de R$ 1,05 milhão) referente a um documentário que teria sido produzido com Álvarez, além de um conflito sobre um imóvel que, segundo ele, seria de sua propriedade.
Em entrevista ao TVNotas, Álvarez declarou: “Rejeito categoricamente qualquer alegação ou tentativa de associar meu nome a acontecimentos que não têm absolutamente nenhuma relação comigo”. Ele ainda questionou a ausência de evidências concretas e reforçou que “se alguém tem provas, deve apresentá‑las às autoridades competentes”. O jogador informou que orientou sua equipe jurídica a avaliar ações judiciais contra quem divulgar acusações infundadas.
A repercussão pode comprometer a imagem do capitão mexicão em um período decisivo: a CONCACAF e a FIFA monitoram comportamentos que possam gerar sanções disciplinares, enquanto patrocinadores e a imprensa podem intensificar o escrutínio sobre sua conduta. No West Ham, a falta de foco em campo pode refletir na disputa por posições no meio‑campo, especialmente após a temporada irregular que o manteve no elenco sem garantir uma transferência no mercado de verão.
Do ponto de vista legal, o caso será analisado pelos tribunais mexicanos, que exigem provas documentais ou testemunhais para avançar com processos criminais. Caso Álvarez ingresse com ação por difamação, o desfecho poderá estabelecer precedente para atletas de alto nível que enfrentam acusações públicas sem respaldo probatório, reforçando a necessidade de canais oficiais para denúncias.
A Seleção Mexicana se prepara para o próximo confronto nas quartas de final da Copa, enquanto o West Ham tem partida marcada na Premier League contra o Tottenham Hotspur nas próximas semanas. Observadores deverão acompanhar se o clima de tensão afeta o rendimento de Álvarez tanto na seleção quanto no clube, bem como a evolução das investigações que prometem ocupar as manchetes nos próximos dias.
Fonte: ge.globo
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