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Everson celebra seis anos no Galo enquanto enfrenta fratura no pé

O recordista de defesas de pênaltis fica fora e o Atlético-MG busca manter a segurança sob as traves.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Everson celebra seis anos no Galo enquanto enfrenta fratura no pé

Nesta quinta-feira, Everson completa seis anos de Atlético-MG, mas celebra longe dos gramados ao se recuperar de uma fratura no pé esquerdo que o mantém afastado da meta. O goleiro de 36 anos, que já coleciona oito títulos pelo clube, torna-se a maior baixa da equipe em um momento decisivo da temporada. Seu retorno ainda não tem prazo definido, o que coloca pressão sobre o técnico e a defesa alvinegra.

O arqueiro chegou a Belo Horizonte em 10 de setembro de 2020, vindo do Santos para substituir Victor, ídolo da posição. A transição foi planejada como gradual, mas Everson rapidamente ganhou a confiança da torcida ao exibir segurança com os pés e reflexos aguçados. Desde então, ele consolidou-se como referência de liderança dentro do vestiário e na arquibancada.

Em cinco Campeonatos Mineiros consecutivos (2021‑2025), um Brasileirão (2021), a Copa do Brasil (2021) e a Supercopa do Brasil (2022), Everson esteve presente em todas as conquistas, sendo o goleiro com mais jogos internacionais do Galo. Seu destaque nas cobranças de pênaltis começou contra o Boca Juniors, nas quartas‑de‑final da Libertadores de 2021, e se repetiu na Copa do Brasil de 2026, ao defender o pênalti decisivo contra o Ceará. Ao todo, ele já defendeu 21 pênaltis – o maior número da história do clube – e converteu seis cobranças, todas em momentos críticos.

Além das estatísticas, Everson construiu uma relação de idolatria com a torcida, que o reconhece como “o santo” que trouxe alegria ao Galo. Ele compartilhou campo com lendas como Victor, João Leite e Cafúnga, e afirma que ser “felizardo” ao fazer parte desse legado é um dos maiores privilégios de sua carreira. Seu discurso ao celebrar o aniversário reforça o vínculo afetivo: “Quero retribuir todo o carinho que a torcida tem comigo”.

Taticamente, a ausência de Everson afeta a construção de jogo a partir da defesa, já que sua habilidade com os pés permite ao Atlético iniciar ataques com precisão. Gabriel Delfim, que assumiu a meta, tem boa leitura, mas ainda não demonstra a mesma eficácia nas cobranças de pênaltis, o que pode custar ao clube nas fases decisivas da Copa do Brasil e da Libertadores. O técnico precisará ajustar a estratégia defensiva, reforçando a proteção da área para compensar a perda do reflexo de elite de Everson.

Do ponto de vista financeiro, Everson está em contrato até 2027, com salário que o coloca entre os goleiros mais bem pagos do Brasileirão. Sua lesão pode influenciar futuras negociações, pois clubes estrangeiros acompanham seu desempenho em competições continentais. Contudo, o Atlético-MG tem preferência em mantê‑lo, já que sua imagem está ligada à era de títulos recentes e à fidelidade da torcida, fatores que valem mais que um eventual valor de mercado imediato.

O próximo desafio do Galo será contra o Palmeiras, em casa, no dia 21 de setembro, quando Delfim entrará em campo. Os olhos da torcida estarão voltados para a evolução da recuperação de Everson e para a capacidade da equipe de manter a solidez defensiva sem seu capitão. Caso o arqueiro retorne antes da data, a comissão técnica poderá usar sua presença para retomar a confiança nos pênaltis, elemento que tem sido decisivo nos últimos anos.

Fonte: ge.globo

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