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FIFA inaugura minicampos na Cisjordânia e aposta na paz infantil

Estrutura financiada pela FIFA, Suíça e federação palestina abre portas para 150 crianças em Marah Rabah e Qusin.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
FIFA inaugura minicampos na Cisjordânia e aposta na paz infantil

A FIFA inaugurou, neste 25 de setembro de 2026, dois minicampos de futebol na Cisjordânia, em Marah Rabah e Qusin, com a presença de cerca de 150 jovens. O projeto, financiado pela própria entidade, pelo Departamento de Relações Exteriores da Suíça e pela federação palestina, foi anunciado como parte da Copa Infantil Unidos pela Paz. Gianni Infantino destacou que o valor das instalações será medido pelo impacto diário nas vidas das crianças que nelas jogam.

A iniciativa surge em um contexto de restrições de mobilidade e insegurança que afetam a população palestina, sobretudo nas áreas rurais da Cisjordânia. Historicamente, a FIFA tem investido em programas de desenvolvimento em regiões de conflito, buscando criar infraestrutura esportiva que sirva de alicerce para a inclusão social. O apoio da Suíça, tradicional mediadora nas negociações de paz, reforça a dimensão diplomática do projeto.

Os campos foram construídos em terrenos de uso comunitário, com gramados sintéticos, vestiários e áreas de convivência projetados para atender crianças de 6 a 14 anos. Embora a fonte não revele o custo exato, a parceria entre FIFA, Suíça e Federação Palestina de Futebol indica um investimento significativo, alinhado a outros projetos de desenvolvimento realizados nos últimos cinco anos em Oriente Médio. A Copa Infantil Unidos pela Paz reunirá 14 equipes palestinas, envolvendo até 160 crianças em torneios de formato reduzido.

Durante a cerimônia, Infantino enfatizou que, para crianças que vivem em comunidades onde o cotidiano é marcado por restrições, um espaço organizado para jogar é essencial para a saúde mental e o senso de normalidade. A visita ao Estádio Mané Garrincha, citada na cobertura, reforçou a mensagem de que o futebol pode ser ponte entre diferentes realidades. Autoridades locais, representantes da federação palestina e dirigentes suíços também participaram, sinalizando apoio institucional contínuo.

Do ponto de vista tático e formativo, os minicampos criam um ambiente propício ao desenvolvimento de habilidades técnicas básicas, permitindo que treinadores locais implementem metodologias de jogo adaptadas à faixa etária. A exposição a competições estruturadas pode acelerar a identificação de talentos que, de outra forma, permaneceriam invisíveis devido à falta de infraestrutura. Além disso, a prática regular contribui para a coesão social, ao reunir crianças de diferentes vilarejos em torno de um objetivo comum.

Politicamente, o projeto posiciona a FIFA como agente de soft power, ao investir em áreas sensíveis e demonstrar comprometimento com a paz através do esporte. O envolvimento da Suíça, que financia o projeto via seu Departamento de Relações Exteriores, traz legitimidade internacional e pode abrir caminho para futuras colaborações bilaterais. Contudo, a iniciativa também enfrenta críticas de grupos que questionam a neutralidade da FIFA em conflitos geopolíticos, exigindo transparência nos processos de seleção e alocação de recursos.

A partir de agora, os minicampos deverão sediar ligas comunitárias semanais, além de servir como base para futuros torneios regionais. A FIFA pretende monitorar o uso das instalações por meio de relatórios trimestrais, avaliando indicadores como frequência de jogos, participação feminina e impacto na violência juvenil. O próximo marco será a edição 2027 da Copa Infantil Unidos pela Paz, que deverá ampliar o número de equipes e consolidar o campo como referência de desenvolvimento esportivo na Cisjordânia.

Fonte: ge.globo

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