Raphinha lidera Barcelona e assume comando da Seleção após lesão na Copa
O atacante brasileiro registra o melhor início de temporada da história do clube catalão e se prepara para ser capitão da Seleção nas próximas datas FIFA.

Raphinha vive o auge da carreira ao marcar 14 gols e dar três assistências em apenas oito partidas pelo Barcelona, estabelecendo o melhor início de temporada da história do clube e garantindo a braçadeira de capitão. O brasileiro chegou a superar a marca de 13 gols de César Rodríguez em 1948/49, consolidando-se como o principal referência ofensiva da equipe catalã. Seu desempenho chega em um momento em que o Barcelona procura recuperar a identidade após a saída de Lewandowski e Ferran Torres.
O contexto da temporada é marcado por uma reestruturação tática sob o comando de Xavi Hernández, que passou a utilizar Raphinha como centroavante, posição que o atacante abraçou com sucesso. Na sequência, ele registrou dois hat‑tricks nas últimas duas semanas – contra o Racing Santander e o Sevilla – reforçando a confiança do técnico. Além disso, o jogador acumula 98 partidas, 68 gols e 32 assistências sob a direção de Hansi Flick na Seleção, número que o coloca entre os mais produtivos das principais ligas europeias.
A frustração de 2026 ainda pesa: Raphinha participou de apenas 130 minutos na Copa do Mundo, substituído contra o Haiti por uma lesão muscular na coxa direita. A lesão encerrou prematuramente sua campanha, impedindo-o de integrar os 30 indicados à Bola de Ouro. Contudo, a rápida recuperação e o desempenho explosivo em Barcelona servem de redenção, afastando dúvidas sobre sua condição física e capacidade de liderar.
Hansi Flick, técnico da Seleção, elogiou publicamente a evolução do brasileiro, destacando sua entrega, liderança e versatilidade ao atuar tanto nas alas quanto como centroavante. "É um líder que se entrega totalmente. Um capitão perfeito para o clube e para a Seleção", afirmou o treinador em entrevista recente. Esse reconhecimento reforça a decisão de colocar Raphinha como capitão da Seleção nas próximas datas FIFA, iniciadas em Brisbane, Austrália, contra a equipe anfitriã.
Do ponto de vista tático, a presença de Raphinha como número 9 permite a Brasil adotar um esquema mais direto, aliviando a pressão sobre jogadores como Neymar e Casemiro, que já sinalizam fim de ciclo. A capacidade de fechar jogadas, combinada à sua movimentação sem a bola, cria espaço para os jovens atacantes que Carlo Ancelotti pretende integrar ao elenco. Financeiramente, o contrato renovado até 2028 – mencionado pelo próprio Raphinha – garante estabilidade ao Barcelona e aumenta o valor de mercado do atleta, que já lidera a lista de gols nas cinco principais ligas europeias desde 2022.
A próxima partida do Barcelona será contra o Real Madrid na clássica La Liga, teste crucial para validar a consistência de Raphinha contra a elite espanhola. Simultaneamente, a Seleção brasileira encara a Austrália em dois amistosos, onde o capitão brasileiro terá a oportunidade de consolidar seu papel ofensivo e de liderança. Observadores deverão acompanhar a adaptação do atacante ao ritmo internacional e a influência de sua postura de líder nas duas frentes.
Em suma, Raphinha transformou uma lesão que o tirou da Copa de 2026 em um ponto de inflexão, emergindo como protagonista tanto no Barcelona quanto na Seleção. Seu desempenho recorde, aliado à confiança de Hansi Flick e ao contrato prolongado, coloca o brasileiro como peça-chave na busca por um ataque renovado que conduzirá o Brasil à Copa de 2030.
Fonte: ge.globo
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