Flamengo busca repetir vitória enquanto Estudiantes luta contra suspensões
A semifinal da Libertadores coloca o Rubro‑Negro contra um Estudiantes sem Tomás Palacios e González Pirez, mas ainda perigoso.

O Flamengo encara o Estudiantes na semifinal da Libertadores, com a primeira partida marcada para o Maracanã. O argentino chega sem Tomás Palacios e Leandro González Pirez, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, o que reduz suas opções defensivas. O duelo decide quem avança à final da competição sul‑americana, onde o título ainda está em jogo.
Esta não é a primeira vez que as duas equipes se cruzam nesta edição: o Rubro‑Negro venceu por 4 a 0 na ida e por 2 a 1 na volta, revertendo o empate que obteve na Argentina durante a fase de grupos. No ano passado, o Estudiantes eliminou o Flamengo nas quartas‑de‑final, mas a decisão foi nos pênaltis, com Agustín Rossi garantindo a classificação. Historicamente, são quatro confrontos recentes, com duas vitórias do Flamengo, um empate e uma derrota.
O elenco do Estudiantes sofreu alterações importantes: o volante Mikel Amonradain foi vendido ao Bologna, enquanto Joaquín Correa (ex‑Botafogo), Baltasar Rodríguez (empréstimo do Racing) e Miguel Monsalve (ex‑Grêmio) reforçaram o time. A ausência de Palacios, que atuou como lateral‑esquerdo e foi peça-chave no gol contra o Corinthians, deixa lacunas tanto na defesa quanto no ataque. A diretoria ainda avalia contratações de Marcos Rojo, José Canale ou Carlos Izquierdoz, embora a janela de transferências esteja oficialmente encerrada.
Taticamente, o Estudiantes ainda conta com Fernando Muslera, goleiro de cinco Copas do Mundo, que tem sido sólido nas duas partidas da Libertadores. A dupla de volantes, Ezequiel Piovi e Santiago Castro, mantém a ligação entre defesa e ataque, enquanto os laterais continuam a oferecer apoio ofensivo sem marcar muitos gols. O Flamengo, por sua vez, tem a vantagem de conhecer bem o esquema argentino, tendo explorado a vulnerabilidade dos laterais na ida.
A suspensão de Palacios e González Pirez pode forçar o técnico Alexander Medina a mudar a formação, possivelmente colocando um zagueiro menos experiente na lateral‑esquerda. Isso abre espaço para o ataque flamenguista, que tem a velocidade de Vini Jr. e a criatividade de Arrascaeta para explorar o flanco. Financeiramente, a derrota impediria o Estudiantes de garantir os recursos adicionais da final, enquanto o Flamengo consolida sua posição como clube mais valioso da América do Sul.
Além do campo, o confronto evidencia o modelo de gestão do Estudiantes, liderado por Juan Sebastián Verón, que defende a estrutura de clube‑empresa sem transformar o clube em SAD. O investimento de US$ 15 mi de Foster Gillet, destinado à compra de Cristian Medina, nunca se concretizou, mas reforçou a ambição de ampliar a competitividade do clube. A semifinal, portanto, serve como teste para a viabilidade desse projeto em termos de resultados esportivos e atratividade para patrocinadores.
A partida de volta será disputada no dia 26 de setembro, no Maracanã, com horário ainda a ser definido. Observadores devem ficar atentos à adaptação defensiva do Estudiantes sem seus titulares suspensos e à capacidade do Flamengo de manter a pressão ofensiva que já demonstrou. Uma vitória do Rubro‑Negro garante a final contra o vencedor da outra semifinal, enquanto o Estudiantes precisará de um plano tático inovador para surpreender.
Fonte: ge.globo
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