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Supremacia brasileira aterroriza na Libertadores e deixa só um argentino nos semis

AS destaca que três clubes do Brasil dominam a penúltima fase, sinalizando um possível duelo final exclusivamente nacional.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Supremacia brasileira aterroriza na Libertadores e deixa só um argentino nos semis

O jornal espanhol AS, em sua edição de 18 de setembro de 2026, classificou a presença de Flamengo, Palmeiras e Fluminense nas semifinais da Libertadores como algo que “aterroriza”. O destaque surge num momento em que apenas o Estudiantes, da Argentina, representa fora do Brasil, reforçando a hegemonia sul‑americana dos rubro‑negros. Essa constatação não é apenas retórica; reflete a realidade de um torneio onde três vagas foram ocupadas por equipes brasileiras.

A competição, que chega à fase decisiva entre 13 e 21 de outubro, tem sido palco de um domínio histórico: seis das últimas sete finais foram disputadas por dois clubes do Brasil, com exceções apenas em 2019 (Flamengo x River Plate) e 2023 (Fluminense x Boca Juniors). Em 2025, a final foi novamente entre Flamengo e Palmeiras, com o rubro‑negro carioca levando o troféu. O atual cenário, portanto, abre caminho para a segunda final consecutiva com ambos os clubes brasileiros.

Os resultados que garantiram as vagas são reveladores. O Flamengo chegou aos semis após empatar em 1 a 1 com o Independiente del Valle, mantendo a classificação graças a um erro do goleiro adversário nos minutos finais. O Palmeiras superou o LDU Quito com um placar agregado de 4 a 3, enquanto o Fluminense venceu o Platense, com Canobbio marcando o gol decisivo. Esses confrontos mostraram a capacidade de reação dos clubes brasileiros em jogos de alta pressão.

Taticamente, a presença simultânea de três equipes brasileiras evidencia a profundidade de elencos e a versatilidade dos treinadores. O Flamengo, sob comando de Dorival Júnior, tem apostado na criatividade de Arrascaeta e na disciplina defensiva de Jorginho. O Palmeiras, dirigido por Abel Ferreira, mantém a solidez defensiva combinada a transições rápidas, enquanto o Fluminense de Marcelo Oliveira utiliza a mobilidade de seus alas para abrir espaços. Essa variedade de estilos eleva o nível técnico da competição e pressiona adversários a se adaptarem rapidamente.

Do ponto de vista financeiro, a supremacia brasileira traz maior visibilidade internacional e potenciais acordos de transmissão mais lucrativos para a CONMEBOL. A concentração de clubes do Brasil nas fases finais também aumenta o engajamento das torcidas, refletindo em receitas de bilheteria e merchandising. Contudo, o desequilíbrio pode gerar críticas de outras federações sul‑americanas, que temem a perda de competitividade e a marginalização de seus representantes.

Nas próximas semanas, o Flamengo enfrentará o Estudiantes na primeira das duas partidas das semifinais, enquanto Palmeiras e Fluminense disputarão um clássico brasileiro em busca da vaga na final. Os confrontos serão marcados para 13 e 21 de outubro, com a decisão final prevista para o Estádio Centenario, em Montevidéu. Torcedores e analistas deverão observar a gestão dos elencos diante de possíveis ausências por lesão e a estratégia de cada técnico para garantir a supremacia nacional.

Fonte: ge.globo

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