Flamengo revela limite físico ao vencer Botafogo e arrisca título
Colunista da RBS TV aponta que a superioridade técnica não compensa a queda de produção após 45 minutos.

Na noite de 31 de agosto de 2026, o Flamengo superou o Botafogo por 3 a 0 no Maracanã, encerrando a 25ª rodada do Brasileirão 2026. O resultado, porém, serviu de palco para a crítica de Maurício Saraiva, comentarista da RBS TV, que questionou a capacidade de resistência física da equipe. Saraiva afirmou que, se o Rubro‑Negro conseguisse apenas um tempo de jogo contra o Palmeiras, não levantaria a taça do campeonato.
O duelo contra o Botafogo ocorreu após uma semana de treinamento e repouso, período que o técnico Leonardo Jardim aproveitou para trabalhar a parte tática e a renovação do elenco. Até então, o Flamengo mantinha uma campanha sólida, ocupando posição de destaque na tabela e acumulando mais de 50 pontos. Contudo, a diferença de produção entre o primeiro e o segundo tempo revelou um abismo físico que, segundo o colunista, pode ser decisivo nos próximos confrontos.
No primeiro tempo, o Rubro‑Negro abriu o placar apenas uma vez, demonstrando domínio técnico, mas sem a intensidade habitual. No intervalo, Jardim recorreu ao banco de reservas, inserindo jogadores como Samuel Lino, que comemorou o gol da virada. O segundo tempo trouxe dois gols adicionais, selando a vitória, mas também evidenciou a queda drástica de produção física da equipe titular.
Saraiva ampliou a análise ao projetar cenários hipotéticos: contra o Palmeiras, adversário que tem se mostrado fisicamente robusto, um Flamengo que só mantivesse o nível de 45 minutos não seria capaz de conquistar o título nacional. Da mesma forma, ele alertou que, frente ao Independiente del Valle, atual rival na fase de grupos da Libertadores, a mesma limitação impediria a passagem para as fases eliminatórias. O argumento baseia‑se na premissa de que a superioridade técnica não cobre deficiências de resistência em jogos de alta exigência.
Do ponto de vista tático, a dependência de um plantel que perde ritmo após o intervalo coloca em risco a estratégia de pressão alta adotada por Jardim. A equipe tem sido capaz de dominar a posse e criar oportunidades, mas a falta de condicionamento pode limitar a eficácia de transições rápidas e marcações avançadas. Além disso, a profundidade do elenco, embora confortável, ainda exige ajustes para garantir que os reservas mantenham a mesma intensidade que os titulares.
Financeiramente, a continuidade de performances assim pode afetar a confiança dos patrocinadores e a expectativa da torcida, que já demonstra impaciência diante de críticas recorrentes. A pressão sobre Leonardo Jardim aumenta, pois ele precisará equilibrar a rotação de jogadores com a necessidade de resultados imediatos. Uma eventual queda de rendimento nos próximos confrontos pode gerar perdas de receita de bilheteria e de direitos de transmissão, especialmente se a equipe for eliminada da Libertadores.
Nos próximos dias, o Flamengo enfrentará o Palmeiras na 26ª rodada do Brasileirão, um confronto que será decisivo para a corrida ao título. Simultaneamente, a equipe se prepara para o segundo jogo da fase de grupos da Libertadores contra o Independiente del Valle, partida que exigirá resistência física e mental. Observadores deverão acompanhar a carga de treinamento, a utilização de jogadores de reserva e possíveis ajustes na formação para mitigar o risco apontado por Saraiva.
Fonte: ge.globo
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