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Sport perde chance de reforços ao falhar cláusula de empréstimo com Botafogo

A cláusula que previa dois empréstimos gratuitos nunca se concretizou, deixando o Leão sem reforços esperados.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Sport perde chance de reforços ao falhar cláusula de empréstimo com Botafogo

O Sport ainda não recebeu nenhum dos dois atletas que o contrato de venda de Riquelme ao Botafogo previa, o que compromete a estratégia de reforço do clube na Série B. A cláusula, assinada em dezembro de 2025, garantia empréstimos sem ônus salarial, mas a negociação estagnou por quase nove meses. O impasse tem repercussão direta na capacidade do Leão de suprir carências de elenco antes da reta final da competição.

A transferência de Riquelme, zagueiro de 19 anos formado nas categorias de base do Sport, foi concluída em 15 de dezembro de 2025 por US$ 1.393.750, cerca de R$ 7,4 milhões, e o jogador ainda não estreou no Botafogo, atuando apenas no sub‑20 com 15 partidas na temporada. O Leão, que ocupa a zona de classificação ao G‑6 da Série B, buscava no acordo uma forma de aliviar a falta de profundidade defensiva e ofensiva. A expectativa era de que, ao menos, dois jogadores profissionais fossem cedidos temporariamente, sem custos de salários ou encargos trabalhistas.

O contrato obtido pela reportagem traz a redação “até dois atletas integrantes de seu elenco profissional masculino” e deixa claro que o Botafogo arcaria com salários durante o período de cessão. Contudo, o documento não define quais perfis seriam elegíveis, tampouco estabelece prazo ou penalidades caso os empréstimos não ocorressem. Quando o Sport solicitou nomes de maior mercado, como o atacante Elias Manoel, o Botafogo recusou, alegando que só disponibilizaria jogadores do sub‑20 sem minutagem no profissional.

Elias Manoel, que havia sido alvo de interesse do Leão, acabou negociado no mês passado com o Club Tijuana, do México, e nunca chegou a vestir a camisa do Botafogo. Outro nome citado foi o meia Diego Hernández, cuja possível ida ao Recife acabou sendo tratada como operação à parte, fora da cláusula original. A direção atual do Sport, que assumiu após a renúncia de Yuri Romão, acusa a gestão anterior de redigir um contrato “muito solto”, limitando a margem de negociação quando tentou obter atletas que realmente pudessem integrar o elenco principal.

Do ponto de vista tático, a ausência dos empréstimos deixa o Sport vulnerável nas laterais e no ataque, áreas onde a equipe tem sofrido com lesões e falta de alternativas. Financeiramente, o clube perde a oportunidade de economizar salários que poderiam ser redirecionados a contratações pontuais ou à renovação de contratos já existentes. Além disso, a frustração gerada pela cláusula não cumprida pode afetar a confiança da diretoria em futuras negociações com clubes que adotem cláusulas semelhantes.

Para o Botafogo, a recusa em liberar atletas com experiência profissional pode ser vista como estratégia de preservação de ativos, especialmente em um período de reestruturação de elenco. O clube ainda não respondeu oficialmente ao ge, mas a postura indica que prefere manter jovens talentos na base até que estejam prontos para o primeiro time, evitando a perda de valor de mercado. Essa postura, porém, pode gerar atritos em futuras negociações, já que clubes menores esperam contrapartidas mais concretas em acordos de venda.

Com a 25ª rodada da Série B se aproximando, o Sport encara o próximo confronto contra o Novorizontino, partida que pode definir sua permanência no G‑6. Enquanto isso, a diretoria do Leão avalia alternativas de mercado para suprir as lacunas deixadas pela cláusula falhada, incluindo empréstimos de clubes da Série C ou contratações de jogadores livres. O desenrolar dessa situação será decisivo para a campanha do Sport e para a confiança nas cláusulas de contrapartida em futuras transferências.

Fonte: ge.globo

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