Fred almeja comando do Flu e traça caminho de preparação
Ex-atacante e atual técnico do sub‑20 declara que o sonho de treinar o Fluminense é real, mas ainda requer tempo e estudo.

O ex‑atacante Fred, hoje treinador do sub‑20 do Fluminense, revelou que sonha comandar a equipe principal, mas deixou claro que ainda não está pronto para o cargo. Em entrevista à ESPN, ele afirmou: "Não por agora, mas me preparo para isso". A declaração chega num momento em que o Flu busca estabilidade na Série A 2026.
Fred, 42 anos, assumiu o sub‑20 em início de agosto de 2026, após passagem curta pelo Fortaleza. Em seis partidas à frente dos jovens, o técnico mantém o retrospecto invicto – cinco vitórias e um empate – mostrando capacidade de gestão de grupo. O Fluminense, tradicionalmente focado na formação, vê no ex‑jogador um elo entre a base e o profissional.
Para legitimar a ambição, Fred concluiu os cursos de treinador da CBF e a licença UEFA A, e já está matriculado na UEFA Pro, que terá início em julho de 2027. Ele explicou que traçou metas de longo prazo, recusando convites de clubes fora do Rio para consolidar seu aprendizado. "Quando eu fiz essa transição para treinador, coloquei metas. Metas com processos um pouco mais longos", ressaltou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de substituir Marcão já no próximo ano, Fred elogiou o atual comandante, que tem contrato até dezembro de 2026. "Marcão está preparado, altamente capacitado, fazendo um trabalho maravilhoso, muito bom, é da casa", disse o ex‑jogador. A postura demonstra respeito à continuidade técnica e indica que Fred não pretende acelerar a transição.
Do ponto de vista tático, a experiência de Fred como atacante pode influenciar um estilo mais ofensivo, aproveitando a base produtiva que já lidera. Seu contato direto com jovens talentos pode facilitar a promoção de jogadores ao profissional, reduzindo a dependência de contratações externas. Contudo, a passagem de um técnico de categorias de base para o primeiro time exige domínio de macro‑ciclos e gestão de pressão que ainda são novos para ele.
Institucionalmente, a promoção de um ídolo como Fred pode reforçar a identidade do clube e gerar engajamento da torcida, que ainda o reverencia por sua passagem como jogador. Ao mesmo tempo, a diretoria precisa equilibrar a expectativa de resultados imediatos com o projeto de longo prazo, evitando rupturas que prejudiquem a campanha atual. O caso ilustra a estratégia do Flu de valorizar talentos internos, algo que pode ser financeiramente vantajoso em um mercado cada vez mais caro.
Nos próximos meses, o foco será observar o desempenho do sub‑20 nas competições estaduais e a evolução de Fred como gestor de grupo. Enquanto isso, Marcão segue comandando o profissional, e qualquer mudança só será considerada após o término de seu contrato ou em caso de baixa performance. Torcedores e analistas deverão acompanhar as indicações de jogadores da base e a eventual abertura de vagas na comissão técnica.
Fonte: ge.globo
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