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Gallardo aceita comando do Equador e traz salário recorde de US$ 3,5 mi

Técnico argentino inicia primeira experiência em seleção com contrato até 2030.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Gallardo aceita comando do Equador e traz salário recorde de US$ 3,5 mi

Marcelo Gallardo foi oficialmente anunciado como novo treinador da seleção do Equador, firmando contrato até a Copa do Mundo de 2030 e garantindo um salário de US$ 3,5 milhões por temporada – valor que supera a média salarial das seleções sul‑americanas e eleva o patamar financeiro da federação.

O argentino, 50 anos, encerra uma trajetória quase exclusiva de clubes, destacando‑se no River Plate entre 2014 e 2022, onde conquistou 14 títulos, incluindo duas Libertadores (2015 e 2018) e múltiplos campeonatos locais, além de passagens pelo Nacional (Uruguai) e Al‑Ittihad (Arábia Saudita).

O acordo prevê um ciclo de quatro anos, com a Copa América de 2028 e as Eliminatórias para a Copa de 2030 como marcos prioritários; a estreia de Gallardo está marcada para 24 de setembro, em amistoso contra a Coreia do Sul, durante a turnê asiática da equipe, e o salário anual equivale a cerca de R$ 18,5 milhões.

Taticamente, Gallardo traz ao Equador sua filosofia de posse de bola, pressão alta e desenvolvimento de jovens talentos, contrastando com o estilo tradicionalmente mais direto da seleção; a expectativa é que ele implemente um esquema mais equilibrado, potencializando jogadores como Enner Valencia e Moisés Caicedo.

Financeiramente, o contrato representa um investimento ousado da Federación Ecuatoriana de Fútbol, que busca não só melhorar resultados em campo, mas também atrair patrocínios e ampliar a visibilidade internacional, embora o alto custo exija um planejamento cuidadoso para não comprometer outras áreas do futebol nacional.

Para a torcida equatoriana, a chegada de Gallardo gera otimismo após um período de resultados irregulares e a ausência de classificação para a Copa do Mundo desde 2006; porém, o salário milionário também eleva a pressão por resultados imediatos, especialmente nas fases eliminatórias.

Nos próximos meses, além do amistoso contra a Coreia do Sul, o Equador enfrentará a fase de grupos da Copa América 2028, onde a adaptação ao novo método será testada; observadores deverão acompanhar a evolução tática, a integração dos jogadores e a capacidade de Gallardo de transformar a seleção em candidato consistente para a Copa de 2030.

Fonte: ge.globo

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