Giulia Carvalho e Leo Alcântara batem recordes sul-americanos no Finkel
Os nadadores superam marcas históricas e garantem vagas para o Mundial de Piscina Curta 2026.

No primeiro dia do Troféu José Finkel 2026, Giulia Carvalho e Leonardo Alcântara romperam recordes sul‑americanos, marcando 56,06 s nos 100 m borboleta feminino e 3:37,46 nos 400 m livre masculino, respectivamente. As marcas não só redefiniram os limites da natação sul‑americana, como também abriram caminho direto para o Mundial de Piscina Curta, consolidando o evento como a principal porta de entrada para a seleção brasileira. O feito foi celebrado no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, diante de 426 atletas que disputam as vagas até sexta‑feira.
O Troféu José Finkel, tradicional seletiva da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), reúne os melhores nadadores do país em provas que valem exclusivamente como índice para o Mundial de Piscina Curta 2026. Segundo o regulamento da CBDA, apenas tempos registrados durante o torneio são reconhecidos para a composição da equipe nacional, o que eleva a pressão competitiva e a importância de cada corrida. Historicamente, o Finkel tem revelado talentos que se consolidam no cenário internacional, como César Cielo e Bruno Fratus, e este ano não foi exceção.
Alcântara destacou‑se ao vencer o 400 m livre com 3:37,46, estabelecendo a melhor marca da história da América do Sul na prova e garantindo o tão cobiçado Índice A da World Aquatics. Na mesma noite, Giulia Carvalho conquistou o ouro nos 100 m borboleta, cravando 56,06 s e superando o recorde continental anterior. Ambos os nadadores ressaltaram a emoção do momento: Alcântara destacou a importância do índice para o Mundial, enquanto Carvalho agradeceu ao apoio diário que tornou possível o recorde.
Além dos recordes principais, outras performances asseguraram vagas internacionais: Eduardo Moraes nadou 3:38,97 nos 400 m livre masculino, também dentro do critério mundial; Maria Fernanda Costa (3:59,88) e Maria Paula Heitmann (4:04,99) atingiram o Índice A nos 400 m livre feminino. Nos 100 m borboleta masculino, Pedro Busch bateu a marca exigida duas vezes, 49,70 s nas eliminatórias e 49,69 s na final, enquanto Caio Pumputis registrou 2:02,60 nos 200 m peito, próximo ao recorde sul‑americano. Beatriz Bezerra completou o 100 m borboleta feminino em 57,02 s, garantindo seu lugar nos critérios internacionais.
Essas conquistas ampliam as expectativas da seleção brasileira para o Mundial de Piscina Curta, onde a competição será acirrada contra nadadores europeus e americanos que já despontam com tempos semelhantes. O avanço de Alcântara e Carvalho sinaliza uma renovação de gerações que pode elevar o Brasil ao pódio, especialmente nas provas de velocidade onde o país historicamente tem sido forte. O fato de múltiplos atletas terem atingido o Índice A também indica profundidade de elenco, reduzindo a dependência de poucos nomes e permitindo estratégias mais flexíveis nas fases eliminatórias do Mundial.
Do ponto de vista institucional, os recordes reforçam a eficácia dos programas de alto rendimento da CBDA, que têm investido em centros de treinamento como o próprio Pinheiros. Patrocinadores e federados observam o desempenho como indicador de retorno de investimento, o que pode resultar em maior apoio financeiro e em convites para circuitos internacionais. Para a torcida, a sensação de protagonismo traz entusiasmo e aumenta a visibilidade da natação, esporte ainda marginalizado em relação ao futebol no Brasil.
O Troféu José Finkel segue até 5 de setembro, com eliminatórias pela manhã e finais a partir das 17h30. Os próximos dias prometem mais confrontos decisivos nas provas de costas, peito e medley, onde atletas como Caio Pumputis e Beatriz Bezerra ainda podem melhorar seus tempos e confirmar vagas para o Mundial. Os olhos estarão voltados para possíveis novos recordes sul‑americanos e para a consolidação de um grupo que pretende representar o Brasil com força total em Abu Dhabi.
Fonte: Gazeta Esportiva
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