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Gol do Grêmio é anulado por 1 centímetro e aumenta risco de rebaixamento

Tecnologia semiautomática de impedimento invalida o empate nos acréscimos contra o Botafogo

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Gol do Grêmio é anulado por 1 centímetro e aumenta risco de rebaixamento

Nos acréscimos da partida disputada em 17 de setembro de 2026, o gol de Carlos Vinícius foi invalidado por um centímetro, mantendo o Botafogo com a vitória por 3 a 2 sobre o Grêmio no Nilton Santos. A decisão, divulgada pela CBF e confirmada pelo apresentador André Rizek no programa Seleção (Sportv), tirou o empate que o time gaúcho buscava nos minutos finais. O lance reverteu o que seria a primeira pontuação do Grêmio fora de casa nesta campanha.

O Grêmio chegou ao duelo com 28 pontos, ocupando a 16ª posição, à frente do Vasco apenas no saldo de gols e com um jogo a menos. Até então, o clube não havia vencido nenhuma partida como visitante e vivia à beira da zona de descenso, enquanto o Botafogo, já classificado para a Libertadores, precisava apenas consolidar sua posição no meio da tabela. O confronto era decisivo para o Tricolor, que precisava pontuar para afastar a ameaça de queda.

O gol foi marcado quando o relógio já ultrapassava os 45 minutos do segundo tempo; Carlos Vinícius recebeu um cruzamento dentro da área e finalizou, parecendo ter garantido o empate. Contudo, o sistema semiautomático de impedimento, que utiliza câmeras 3D, indicou que o atacante estava 1 centímetro adiantado em relação à linha de impedimento, anulando a rede. A imagem exibida pelo Sportv mostrou a marcação, mas a clareza da visualização gerou dúvidas entre jogadores e torcedores.

Imediatamente após o fim da partida, o CEO do Grêmio acusou o Botafogo de ser um "time de picaretas" e anunciou que o clube pretende entrar com processo judicial contra a federação. O vice‑presidente do Grêmio, por sua vez, classificou a tecnologia de "prejudicar" o time, reforçando a sensação de injustiça entre a diretoria e a torcida. Essas declarações ampliam o clima de tensão que já pairava sobre o uso de recursos tecnológicos no futebol brasileiro.

A controvérsia reacende o debate sobre a margem de erro aceitável nos sistemas de impedimento semiautomático, instalados em todos os estádios da Série A desde a temporada passada. Enquanto defensores argumentam que a tecnologia reduz erros humanos, críticos apontam que decisões baseadas em frações de centímetro podem mudar o destino de clubes em situações críticas, como a luta contra o rebaixamento. O caso Grêmio‑Botafogo pode servir de precedente para futuras revisões de protocolos ou até para a criação de um comitê de auditoria independente.

Para o Grêmio, a anulação tem implicações imediatas na tabela: a diferença de um ponto pode significar a diferença entre permanecer fora da zona de descida ou ser arrastado para ela nas próximas rodadas. Além do aspecto esportivo, a situação pode impactar a confiança da equipe técnica, que já enfrenta críticas por resultados inconsistentes. A torcida, conhecida por sua exigência, provavelmente intensificará a pressão sobre o técnico Renato Portaluppi e a diretoria nas próximas semanas.

O próximo compromisso do Grêmio será na rodada seguinte do Brasileirão, quando enfrentará um adversário ainda não definido no calendário oficial. Os torcedores deverão observar como a diretoria conduzirá a possível ação judicial contra a CBF e se a equipe conseguirá reagir psicologicamente ao revés. O desenrolar desse episódio pode influenciar não só a classificação final, mas também a confiança na tecnologia que está remodelando o futebol nacional.

Fonte: ge.globo

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