Haaland impulsiona consumo de cenoura na Noruega e gera boom nas vendas
A dieta do atacante virou fenômeno de mercado, elevando as vendas em 25% após a Copa do Mundo.

Entre julho e meados de agosto, as vendas de cenoura na Noruega cresceram 25%, equivalendo a cerca de 500 toneladas a mais, segundo a Bama, principal distribuidora de frutas e vegetais do país. O salto ocorreu logo após a Copa do Mundo, onde Erling Haaland marcou sete gols pela seleção e repetiu nas redes sociais seu hábito de comer cenoura. Essa correlação imediata foi batizada de “Efeito Haaland” pelos produtores e pela própria agência de agricultura norueguesa.
A Noruega produz tradicionalmente entre 70 mil e 80 mil toneladas de cenoura por ano, com consumo per capita ainda abaixo da média europeia. A Bama, que abastece grande parte dos supermercados nacionais, registrou um aumento inesperado de demanda que ultrapassou as projeções de vendas para a temporada. Haaland, que já era reconhecido por sua alimentação saudável, viu seu consumo de cenoura ganhar destaque nas mídias sociais, influenciando a percepção do público sobre o vegetal.
No relatório semanal de agosto da Agência Norueguesa de Agricultura, produtores relataram que a “temporada das cenouras norueguesas estava sendo muito boa” e que o fenômeno foi atribuído ao entusiasmo gerado pela Copa. O jornal VG trouxe relatos de pais que disseram que seus filhos passaram a pedir cenouras, chamando-as de “doces Haaland” e perguntando como poderiam ficar parecidos com o atacante. Essa mudança de comportamento nas crianças indica que o efeito vai além de um simples impulso de compra, atingindo hábitos alimentares familiares.
A repercussão nas redes sociais também ajudou a solidificar o movimento: vídeos curtos mostrando Haaland com seu novo corte de cabelo e uma cenoura na mão viralizaram, gerando milhares de comentários de fãs que replicavam a prática em casa. A Bama aproveitou a onda, destacando a cenoura em campanhas promocionais e posicionando o vegetal como “energia de campeão”. Embora a iniciativa de marketing não tenha sido oficialmente confirmada, a coincidência de timing reforçou a associação entre o atleta e o alimento.
Do ponto de vista econômico, o aumento repentino de 25% nas vendas pode melhorar a margem dos agricultores, que costumam enfrentar preços estáveis ou em queda nos últimos anos. Contudo, a demanda extra pode pressionar os estoques e elevar os preços no curto prazo, especialmente se a produção não acompanhar o ritmo. Para os distribuidores, a oportunidade de capitalizar o “Efeito Haaland” pode se traduzir em novos acordos de visibilidade e branding com marcas de alimentos saudáveis.
Culturalmente, o caso ilustra o poder de um ícone esportivo em moldar hábitos de consumo, semelhante ao que ocorreu com Lionel Messi e o aumento da demanda por abacate na Argentina. A adesão de crianças a um alimento por causa de um jogador pode gerar benefícios de saúde a longo prazo, mas também corre o risco de ser um fenômeno passageiro, desaparecendo quando a atenção da mídia mudar. Observadores de mercado apontam que a sustentação desse impulso dependerá de campanhas educativas e da manutenção da imagem saudável de Haaland.
Com a nova safra de cenoura prevista para iniciar em setembro, produtores noruegueses monitoram de perto a evolução das vendas para ajustar a oferta. A Bama planeja lançar pesquisas de consumo ao final da temporada, buscando entender se o “Efeito Haaland” se consolidará como mudança permanente. Para os torcedores e consumidores, o próximo passo será observar se a tendência se mantém nos meses que seguem a Copa, especialmente quando Haaland iniciar sua pré-temporada com o Manchester City.
Fonte: ge.globo
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