Inter retém Luis Henrique em 2026: risco e oportunidade
Com a janela se fechando, o atacante brasileiro encara nova disputa por espaço no elenco de Christian Chivu.

Luis Henrique deve permanecer na Internazionale para a temporada 2026/27, mesmo com a Roma demonstrando forte interesse. A decisão tem peso porque o brasileiro ainda não tem a titularidade garantida, mas pode ser peça-chave na rotação de Christian Chivu. Manter o atacante em Milão preserva um investimento de 25 milhões de euros e oferece ao clube opções táticas diante de um calendário exigente.
Chegado da Olympique de Marseille na última temporada por cerca de 25 milhões de euros, Luis Henrique participou de 43 partidas na campanha que rendeu à Inter a dobradinha de Serie A e Copa da Itália. Originário do Botafogo, o jogador foi convertido de centroavante a ala direita, adaptando‑se ao esquema 3‑5‑2 de Chivu. Seu envolvimento foi decisivo para o 100 % de aproveitamento da equipe nas primeiras rodadas da temporada.
Nas últimas semanas, a Roma, comandada por Gian Piero Gasperini, manteve conversas avançadas com o atacante e seu agente, mas o valor pedido pela Inter acabou por travar o acordo. Segundo a Trivela, a negociação esfriou nos dias que antecederam o encerramento da janela de transferências, e não há abertura para uma ida à capital italiana antes da terça‑feira, 1. Enquanto isso, Luis Henrique continua avaliando oportunidades até o prazo final.
A disputa por posições se intensificou com a chegada de Andy Diouf, Djed Spence, Curtis Jones e Aleksandar Stanković, reforços que ampliam o leque de opções de Chivu no meio‑campo e nas alas. Denzel Dumfries, vendido ao Real Madrid, deixou vaga que pode ser ocupada tanto por um lateral quanto por um ala ofensivo, colocando Luis Henrique em rota de colisão com Spence, que já atuou na direita da Inglaterra. O zagueiro Yann Bisseck chegou a substituir o brasileiro contra o Cagliari, evidenciando a rotatividade prevista pelo técnico.
No esquema de Chivu, a Inter utiliza um 3‑5‑2 onde a ala direita tem funções defensivas e ofensivas; Luis Henrique costuma ser escalado como ala, mas pode ser recolhido para reforçar a linha de três se o treinador optar por maior solidez. Na vitória sobre o Cagliari, ele iniciou o duelo, mas foi substituído no segundo tempo, demonstrando que a confiança ainda depende de desempenho e da estratégia de jogo. Essa flexibilidade pode ser decisiva para a equipe que busca manter o aproveitamento perfeito antes da fase decisiva da Serie A.
Manter Luis Henrique traz à Inter uma solução de custo‑benefício: o clube pode vender o jogador por mais de 25 milhões de euros caso a valorização continue, ao mesmo tempo em que garante profundidade de elenco para a corrida ao título nacional e à Champions League. Para a Roma, a falha nas negociações significa buscar alternativas no mercado, possivelmente reforçando o ataque com jogadores já disponíveis. Para o próprio brasileiro, permanecer em Milão oferece a chance de consolidar-se em um dos maiores clubes da Europa e de disputar a Champions League, algo que pode alavancar sua carreira internacional.
A Inter entra na próxima rodada contra o Napoli, no Giuseppe Meazza, antes da estreia na Champions League, e Luis Henrique terá a oportunidade de provar seu valor em um confronto direto com um dos principais concorrentes ao título. O desempenho contra o Napoli pode definir se o atacante garantirá mais minutos ou se será mantido como opção de rotação. Até o fim da janela, a situação será monitorada de perto pelos torcedores e pela imprensa, que aguardam a definição final do plantel milanês.
Fonte: Trivela
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