Jardim reconfigura Flamengo sem Pulgar, Paquetá e Lino; torcedores elegem Saúl e Carrascal
Torcedores escolhem Saúl, Carrascal e Bruno Henrique como titulares contra o Bragantino, enquanto o técnico lida com três suspensões.

O Flamengo encara o Bragantino neste domingo, 20 de setembro, às 18h30, pela 28ª rodada do Brasileirão, mas chega ao Maracanã com três ausências mandatórias: Pablo Pulgar, Lucas Paquetá e Samuel Lino, todos suspensos por terceiro amarelo. A votação do VC Escala, promovida pelo ge, apontou Saúl, Carrascal e Bruno Henrique como os nomes que a torcida deseja ver na linha de partida. Leonardo Jardim, portanto, terá de conciliar a escolha popular com as exigências técnicas de um confronto direto contra um adversário que vem de boa fase.
Na tabela, o Rubro‑Negro segue na liderança com 58 pontos, à frente de apenas um ponto do Palmeiras, que ocupa a segunda colocação. O duelo contra o Bragantino é decisivo para ampliar essa margem antes da pausa de 17 dias imposta pela Data FIFA, que deixará o time sem compromissos até 8 de outubro. O intervalo, embora ofereça tempo para recuperação, também aumenta a pressão: perder pontos agora pode abrir espaço para o rival paulista retomar a liderança.
Os três suspensos foram titulares nas últimas duas partidas: Pulgar comandou o meio‑campo contra o Corinthians, Paquetá foi o criador de jogadas, e Lino atuou como ponta‑esquerda. O time sugerido pelos torcedores inclui Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Saúl, Jorginho e Arrascaeta; Bruno Henrique, Carrascal e Pedro. Essa formação mantém a base defensiva, mas aposta em Saúl para suprir a lacuna de Pulgar e em Carrascal, ainda pouco habituado ao início de partida, para suprir a ausência de Lino na ala.
Taticamente, a ausência de Pulgar retira o volante que equilibrava a transição defesa‑ataque, obrigando Jardim a buscar um ponto de apoio mais avançado. Saúl, recém‑integrado ao elenco, tem potencial para assumir a função de distribuidor de bolas, mas ainda carece de ritmo para comandar o setor. Carrascal, ao assumir a ponta esquerda, traz velocidade, porém sacrifica a experiência que Paquetá oferecia na criação de oportunidades. Bruno Henrique, como referência ofensiva, será crucial para converter a produção de Arrascaeta e Jorginho em gols, especialmente contra um Bragantino que tem se mostrado vulnerável nas transições rápidas.
Manter a liderança na tabela tem implicações diretas na classificação para a Libertadores; cada ponto garante ao Flamengo um selo de segurança contra a zona de classificação direta. Além disso, a valorização de jogadores como Saúl pode acelerar seu futuro mercado, já que boas atuações em jogos decisivos costumam atrair olhares de clubes europeus. Por outro lado, uma derrota ou empate pode reduzir a folga sobre o Palmeiras, que tem investido pesado em contratações para retomar o topo.
A participação dos torcedores no VC Escala demonstra o crescente engajamento da nação rubro‑negra nas decisões de escalação, embora a escolha popular não seja vinculativa. Jardim pode optar por alternativas, como incluir um meia mais experiente ou promover um reserva da base, caso julgue necessário. Essa tensão entre a vontade da torcida e a estratégia do técnico costuma gerar debates intensos nas redes sociais, mas também reforça a sensação de pertencimento dos fãs ao projeto do clube.
Após o confronto, o Flamengo desfrutará de 17 dias de pausa, retornando apenas em 8 de outubro, quando visita o Santos no Morumbi. Esse intervalo será decisivo para ajustar a equipe, recuperar jogadores lesionados e consolidar a parceria entre Saúl e o restante do meio‑campo. Os olhos da torcida estarão voltados para a evolução de Carrascal e para a capacidade de Bruno Henrique de manter o poder de fogo, elementos que podem definir se o Rubro‑Negro consolida a liderança ou vê o Palmeiras fechar a diferença.
Fonte: ge.globo
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