João Neves confirma: deixar o Benfica foi a melhor escolha da carreira
O meio‑campo de 21 anos explica como a mudança para o PSG redefiniu seu futuro e consolidou a nova filosofia do clube francês.

João Neves afirmou que abandonar o Benfica foi a decisão mais difícil que já tomou, mas que se revelou a melhor escolha da sua vida ao ajudar o Paris Saint-Germain a conquistar o bicampeonato da Champions League e a dominar a Ligue 1. A declaração veio na coletiva antes do duelo contra o Mônaco, na sexta‑feira (4), e reforça o papel do português de 21 anos como um dos pilares do técnico Luis Enrique. O atleta destacou que o sucesso chegou rapidamente, mas que a confiança depositada nele foi decisiva para a evolução do clube.
Neves chegou ao PSG em 2024, num momento de profunda reestruturação. O clube abandonou a política de contratações de superestrelas — como Lionel Messi, Neymar e Kylian Mbappé — para apostar em jovens talentos alinhados ao projeto de Luis Enrique. Khvicha Kvaratskhelia, Désiré Doué e Willian Pacho foram alguns dos reforços que simbolizaram a nova filosofia, e Neves foi integrado como o motor criativo do meio‑campo, substituindo a dependência de nomes de peso.
Ao longo de duas temporadas, o português acumulou 100 partidas oficiais pelo PSG, marcando presença constante nos jogos decisivos da Champions League, onde o clube levantou o troféu em 2024 e 2025. Seu estilo de passe curto, visão de jogo e capacidade de transição entre defesa e ataque foram citados por Luis Enrique como “qualidade individual” e “alegria de ter ao lado”. Além disso, Neves ajudou a equipe a manter a hegemonia doméstica, conquistando o título da Ligue 1 em ambas as campanhas.
Em entrevista à Sport TV, Neves descreveu a adaptação ao futebol francês como “incrível” e ressaltou que o ambiente no Parque dos Príncipes favoreceu seu crescimento pessoal e profissional. Ele confessou que, antes da mudança, ainda temia sair da zona de conforto, mas que a confiança do técnico e a camaradagem com Kvaratskhelia, Doué e Pacho transformaram a experiência em “dois anos incríveis, dentro e fora das quatro linhas”.
Taticamente, a presença de Neves trouxe equilíbrio ao meio‑campo do PSG, permitindo a Luis Enrique implementar um esquema 4‑3‑3 mais dinâmico, onde o volante atua como articulador e defensor simultaneamente. Essa versatilidade reduziu a dependência de jogadores individuais e criou uma identidade coletiva que se refletiu nos números: o PSG registrou 78% de posse de bola e 2,1 gols por partida nas duas últimas temporadas, estatísticas que superam a média da liga. O sucesso do modelo também tem implicações financeiras, já que o clube reduziu gastos com salários de superestrelas e investiu em ativos de maior potencial de valorização, como Neves, que agora tem avaliação de mercado superior a €80 milhões segundo fontes de transfermarkt.
Para a seleção portuguesa, a evolução de Neves no PSG pode abrir portas para convocações regulares, sobretudo após a saída de veteranos do meio‑campo. Seu desempenho em competições europeias demonstra capacidade de enfrentar adversários de alto nível, o que pode ser decisivo para o técnico da Seleção, Fernando Santos, ao montar o grupo para as eliminatórias da Euro 2028. Além do aspecto esportivo, a história de sucesso do jovem também eleva seu valor de marca, atraindo patrocinadores internacionais e reforçando a imagem do futebol português no exterior.
O próximo teste do PSG será contra o Mônaco, comandado por Filipe Luís, na primeira grande partida da temporada da Ligue 1. Luis Enrique reiterou que Neves é essencial para a equipe, destacando que sua qualidade individual eleva o coletivo e que a confiança no jogador permanece inabalável. Os torcedores deverão observar como Neves orquestrará a transição defensiva e criará oportunidades para Kvaratskhelia e Doué, além de medir se o PSG manterá o ritmo de vitórias que o consolidou como potência europeia.
Fonte: Trivela
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