Luis Miguel perde US Open juvenil após drama no tie‑break
O brasileiro de 17 anos viu a vitória escapar nos momentos finais contra o americano Marcel Latak.

Luis "Guto" Miguel, 17, viu o título do US Open juvenil escapar nos últimos pontos do super tie‑break, ao ser derrotado por Marcel Latak (EUA) por 3‑6, 7‑5, 7‑6 (15‑13) na final de Nova Iorque neste sábado, 12 de setembro. O brasileiro chegou a 7‑2 no tie‑break e salvou quatro match points, mas acabou cedendo ao adversário que aproveitou as bolas precipitadas de Miguel.
A partida, disputada em uma quadra externa de Flushing Meadows, foi a culminação de uma temporada histórica para Miguel, que já havia conquistado o título de simples juvenil de Roland Garros e o de duplas juvenil de Wimbledon. Esses triunfos colocaram o tenista entre os principais nomes da geração 2009‑2010 do circuito ITF Junior, alimentando expectativas de um novo salto para o tênis brasileiro.
O duelo durou duas horas e quarenta e seis minutos, com reviravoltas constantes: Latak abriu 6‑3 no primeiro set, mas Miguel respondeu com um 7‑5 no segundo, forçando o desempate. No super tie‑break, Miguel liderou 7‑2 antes de Latak reagir, salvando três match points e, finalmente, convertendo o quarto quando Miguel, em busca de encerrar o ponto, acertou várias bolas de direita fora da quadra.
A presença de Ronaldo, ídolo do futebol brasileiro, nas arquibancadas na semifinal reforçou a atenção da mídia nacional ao tênis, enquanto torcedores brasileiros, alguns em camisas da seleção, aplaudiram Miguel mesmo após a derrota, demonstrando apoio à nova geração de tenistas.
Do ponto de vista tático, a partida expôs a vulnerabilidade de Miguel em momentos críticos, sobretudo na gestão da agressividade nas bolas de direita. O americano Latak mostrou maior controle emocional, convertendo a pressão em oportunidades decisivas, o que evidencia a importância da maturidade psicológica no circuito juvenil.
Para o cenário do tênis brasileiro, a final mantém viva a narrativa iniciada por João Fonseca, campeão do US Open juvenil em 2023, e indica que o país tem um fluxo constante de talentos capazes de chegar às fases finais de Grand Slams. O resultado, embora doloroso, garante a Miguel pontos valiosos no ranking ITF, mantendo-a entre as primeiras posições e assegurando vaga automática nos principais eventos da temporada seguinte.
Miguel encerra o US Open com a cabeça erguida e já mira o próximo grande desafio: o Australian Open juvenil, que se inicia em janeiro. Observadores recomendam atenção ao seu trabalho de base, especialmente ao aprimoramento da consistência nos momentos de pressão, fator decisivo para transformar a promessa em campeão.
Fonte: Folha Esporte
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