Mané Garrincha recebe gramado híbrido antes da Copa Feminina 2027
A troca total do piso de jogo visa garantir qualidade e segurança para os sete confrontos que o estádio sediará.

O Estádio Mané Garrincha, principal palco de Brasília, vai receber um gramado totalmente novo antes da Copa do Mundo Feminina 2027, com instalação de piso híbrido que promete maior resistência e consistência para os sete jogos programados, entre eles a partida da seleção brasileira na fase de grupos.
Com capacidade para 72 mil torcedores, o Mané Garrincha foi escolhido para ser palco de sete partidas da competição, reforçando a importância da capital no calendário feminino. O estádio já recebeu a seleção masculina em 2014 e a Copa América 2019, mas críticas recorrentes sobre a qualidade da grama impulsionaram a decisão de adotar tecnologia avançada para o próximo grande evento.
O piso híbrido, já utilizado na Neo Química Arena, funciona pelo processo de costura de fibras sintéticas à grama natural, criando uma camada que suporta maior tráfego sem perder a integridade. Essa tecnologia permite que o gramado mantenha condições ideais durante cerca de 18 dias de jogos intensos, reduzindo a necessidade de replantio entre partidas.
A informação foi confirmada por Thiago Januzzi, diretor executivo de Operações da Copa do Mundo Feminina, que destacou a rotina de avaliações constantes: "A gente faz avaliações constantemente, com visitas presenciais ao gramado duas a três vezes ao ano para acompanhar manutenção e tratamento". A troca completa está prevista para ser concluída com duas semanas de antecedência da estreia do torneio, obedecendo ao prazo da FIFA para entrega dos estádios.
Do ponto de vista tático, o piso híbrido garante superfície mais uniforme, favorecendo a execução de jogadas de alta velocidade e diminuindo o risco de lesões por irregularidades. Para a seleção feminina, isso se traduz em menor desgaste físico e maior confiança na qualidade do campo, fatores que podem influenciar diretamente nos resultados da fase de grupos.
Financeiramente, o investimento na substituição do gramado representa um custo significativo, mas também abre oportunidades de receita ao prolongar a vida útil do estádio para eventos futuros, como campeonatos estaduais e partidas de clubes locais. Além disso, a modernização reforça a imagem do Brasil como anfitrião comprometido com padrões internacionais, o que pode atrair patrocínios e melhorar a negociação de direitos de transmissão da competição.
Nos próximos meses, a obra de instalação será acompanhada por testes de resistência e jogos-treino para validar a performance do piso híbrido. A FIFA realizará inspeções finais antes da entrega oficial, e a torcida de Brasília já aguarda a estreia da seleção brasileira, que deve jogar no Mané Garrincha ainda na primeira fase da Copa Feminina 2027.
Fonte: ge.globo
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