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FIFA abre vagas de voluntariado e impulsiona futuro do futebol feminino

Mais de 100 mil candidatos disputam 6 mil oportunidades nas oito cidades-sede da Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
FIFA abre vagas de voluntariado e impulsiona futuro do futebol feminino

A FIFA anunciou nesta quinta‑feira a abertura oficial das inscrições para o programa de voluntariado da Copa do Mundo Feminina 2027, com 6 mil vagas distribuídas entre as cidades‑sede. O edital chega num momento em que o Brasil se prepara para ser o primeiro país sul‑americano a receber a competição, reforçando a relevância social e esportiva do torneio. A oportunidade atrai candidatos de todo o país que desejam participar de um evento de magnitude global sem necessidade de experiência prévia.

A seleção feminina, já classificada como anfitriã, disputará 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Em 2014, a Copa do Mundo masculina no Brasil contou com mais de 13 mil voluntários; já foram recebidas mais de 100 mil manifestações de interesse para a edição feminina, evidenciando o entusiasmo nacional. O torneio terá 64 partidas, com transmissão completa pela Globo e Globoplay, ampliando a exposição da modalidade.

Para concorrer, os candidatos precisam ter no mínimo 18 anos, ser cidadão brasileiro ou possuir autorização legal para entrar no país durante o evento, e comprometer-se com um número mínimo de turnos entre junho e julho de 2027. O domínio do português ou do inglês é obrigatório, enquanto o conhecimento de outras línguas será considerado um diferencial. As funções abrangem mais de 30 áreas, incluindo mídia, tecnologia, transporte, gestão de competições, cerimônias e operação de mão de obra, permitindo que voluntários sem experiência prévia encontrem um papel adequado.

Os 6 mil voluntários selecionados atuarão não apenas dentro dos estádios, mas também em aeroportos, centros de treinamento e hotéis, garantindo a fluidez logística da competição. Recentemente, a FIFA visitou os campos de treinamento do Botafogo, Fluminense e Vasco para validar as instalações, enquanto o Flamengo ainda não liberou o Ninho para uso, o que pode influenciar a alocação de recursos humanos. Essa rede de apoio descentralizada reforça a complexidade organizacional de um evento que envolve mais de 30 funções distintas.

Do ponto de vista econômico, a mobilização de milhares de voluntários reduz custos operacionais e gera renda indireta para setores como hotelaria, alimentação e transporte nas cidades‑sede. Além do impacto financeiro, a experiência oferece aos participantes capacitação em áreas de alta demanda, como produção de mídia e gestão de eventos, potencializando a inserção no mercado de trabalho. A exigência de bilinguismo também eleva o perfil internacional dos voluntários, preparando‑os para futuras oportunidades em eventos esportivos globais.

Para a FIFA, o programa reforça a estratégia de expansão do futebol feminino, alinhando-se aos acordos de transmissão firmados com a Globo, que exibirá 64 jogos no Sportv e 56 na TV aberta, além da cobertura completa no Globoplay. A presença massiva de voluntários locais cria um ambiente de apoio visceral, essencial para transformar a Copa de 2027 em um marco de popularização da modalidade no continente. O legado esperado inclui infraestrutura aprimorada, maior engajamento de público feminino e um modelo de inclusão que pode ser replicado em futuras edições, como a Copa de 2030.

As inscrições permanecem abertas até o prazo indicado no site oficial da FIFA (fifa.com/pt/tournaments/womens/womensworldcup/brazil-2027/volunteers) e a seleção final dos 6 mil voluntários deve ser divulgada ainda em 2026. Os escolhidos iniciarão treinamentos específicos antes do início da competição, preparando‑se para os desafios logísticos e de comunicação. O próximo passo da organização será a definição dos cronogramas de turnos e a integração dos voluntários com as equipes técnicas das cidades‑sede, um processo que será acompanhado de perto pelos meios de comunicação esportiva.

Fonte: ge.globo

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