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Palmeiras atinge 86% da meta de vendas e supera R$ 344 milhões

Operações de Allan, Kaique e demais atletas colocam o Verdão próximo do orçamento de 2026.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Palmeiras atinge 86% da meta de vendas e supera R$ 344 milhões

O Palmeiras registrou R$ 344 milhões em receitas de negociação de jogadores em 2026, o que corresponde a 86% da meta de vendas estabelecida no orçamento anual de R$ 399,6 milhões. A soma inclui valores fixos e bônus, e reflete a maior operação da história recente do clube. O destaque fica para a transferência de Allan ao Manchester City, que sozinho representa cerca de R$ 225 milhões.

Até o início da temporada, a diretoria optou por segurar os principais atletas – como o meia Raphael Veiga e o atacante Rony – para garantir competitividade em torneios nacionais e continentais. Essa postura custou inicialmente à projeção de receitas, mas a pressão por títulos recentes, como as Libertadores de 2020 e 2021, manteve a prioridade esportiva. O revés financeiro foi compensado quando o City apresentou uma proposta que superou a avaliação interna do Verdão.

Além de Allan, o clube concluiu negociações relevantes: o goleiro Kaique foi vendido ao Sporting por € 4 milhões (cerca de R$ 24 milhões), o atacante Facundo Torres ao Austin FC por US$ 9,5 milhões (aprox. R$ 50 milhões), o zagueiro Naves ao Necaxa por US$ 3 milhões (R$ 10 milhões, considerando 70% de participação) e Jhon Jhon ao Zenit, gerando R$ 20 milhões ao Palmeiras por sua participação de 20% nos direitos. A venda de Aníbal Moreno ao River Plate, concluída em dezembro de 2025, já havia adicionado US$ 7 milhões (R$ 38,7 milhões) ao caixa.

Seis operações menores completam o panorama: Luighi ao New York City (US$ 250 mil, R$ 1,28 milhão), Sorriso ao Al‑Fateh (US$ 50 mil, R$ 257 mil) e as transferências de Gabriel Silva, Pedro Lima, Léo Azevedo e Pedro Felipe, totalizando cerca de R$ 15 milhões. Embora os valores sejam modestos, o clube os inclui no cálculo de receita para demonstrar a eficiência de sua rede de direitos econômicos sobre atletas que já deixaram a equipe.

Financeiramente, alcançar 86% da meta antes da última janela reduz a pressão sobre o fluxo de caixa e permite ao Palmeiras planejar investimentos em renovação de contrato e infraestrutura. O balanço reforçado também facilita o cumprimento das exigências de Fair Play Financeiro da CBF, que exigem equilíbrio entre receitas e despesas operacionais. Sem contar o mecanismo de solidariedade da FIFA, o clube ainda tem margem para absorver eventuais perdas de desempenho em campo.

Do ponto de vista esportivo, a saída de Allan – peça-chave no meio‑campo e na transição ofensiva – exige ajustes táticos de Abel Ferreira. A diretoria já sinalizou interesse em reposição interna, promovendo jovens da base e avaliando opções de empréstimo com cláusula de compra. A decisão de vender, antes de abrir nova janela, indica que o Verdão prioriza a sustentabilidade financeira sem comprometer a disputa pelo título da Série A e pela Libertadores.

Nos próximos dias, o Palmeiras enfrenta o Corinthians no clássico da 15ª rodada do Brasileirão e tem um duelo decisivo contra o River Plate nas oitavas da Libertadores. Observadores deverão acompanhar a integração dos substitutos de Allan e a possível movimentação no mercado até o encerramento da janela de julho. O desempenho nas duas competições será o termômetro da estratégia adotada pelo clube entre resultados esportivos e saúde financeira.

Fonte: ge.globo

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