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Raheem Sterling enfrenta processo por direção perigosa e nitroso após colisão com Lamborghini

Acidente em Minley coloca em xeque o futuro do ex-atacante da Inglaterra, que ainda está sem clube.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Raheem Sterling enfrenta processo por direção perigosa e nitroso após colisão com Lamborghini

Na tarde de 28 de maio, o ex-atacante da Inglaterra Raheem Sterling colidiu com uma Lamborghini avaliada em R$ 2,5 milhões na zona de Minley, em Hampshire, e foi detido sob acusação de direção perigosa, posse de óxido nitroso e recusa em fornecer amostra à polícia. O incidente, que não deixou feridos e não envolveu outros veículos, ganhou repercussão imediata nas redes e na mídia esportiva. A gravidade das acusações coloca em risco não só a liberdade do jogador, mas também a possibilidade de retomar a carreira profissional.

Sterling, 31 anos, está livre de contrato desde que deixou o Feyenoord em junho de 2024, após passagens marcantes por Liverpool, Manchester City, Chelsea e Arsenal. No City, conquistou quatro títulos da Premier League, cinco Copas da Liga e uma FA Cup, além de 82 convocações e 20 gols pela seleção inglesa, participando da semifinal da Copa do Mundo de 2018 e da final da Eurocopa 2020. Esse histórico ainda o torna um alvo para clubes que buscam experiência, mas a ausência de clube já pesa na avaliação de seu valor de mercado.

Segundo as autoridades de Hampshire e da Ilha de Wight, a investigação constatou que o veículo estava equipado com cilindros de óxido nitroso, popularmente conhecido como “gás do riso”, e que Sterling não entregou amostra do gás quando solicitado. Ele foi autuado por direção perigosa, posse de substância controlada e por obstruir a coleta de prova. A justiça marcou sua presença para o dia 15 de setembro, data que marcará o início de um processo que pode culminar em multa, suspensão de habilitação ou até mesmo pena de prisão, dependendo do desfecho.

No Reino Unido, o óxido nitroso é classificado como substância controlada quando usado para fins recreativos, e a lei prevê até cinco anos de prisão para posse com intenção de uso indevido. Casos semelhantes envolvendo atletas de elite, como o ex-jogador de rugby Jonny Wilkinson, resultaram em sanções que incluíram multas e restrição de condução, mas sem condenação criminal. O tribunal de Hampshire ainda avaliará se a conduta de Sterling se enquadra como mera infração de trânsito ou crime mais grave de uso indevido de substância controlada.

Do ponto de vista mercadológico, o processo pode afastar clubes que ainda cogitavam uma contratação de baixo custo, sobretudo em ligas que valorizam a disciplina fora de campo. Patrocinadores atuais, como marcas de vestuário e automóveis, tendem a rever contratos de imagem quando o atleta se envolve em escândalos de natureza legal, o que pode reduzir ainda mais a renda potencial do jogador. Além disso, a falta de clube já dificulta a manutenção de ritmo competitivo, e uma condenação poderia impedir a obtenção de visto de trabalho em países que exigem histórico limpo.

A reação do público inglês tem sido de desapontamento, refletindo a queda de popularidade que Sterling já enfrentava após críticas ao seu desempenho na seleção e nas últimas temporadas. Enquanto alguns torcedores defendem a ideia de que o atleta merece uma segunda chance, a imprensa esportiva tem enfatizado a necessidade de responsabilidade e de um exemplo positivo para jovens atletas. Essa dualidade de opiniões pode influenciar a decisão de futuros empregadores, que ponderam entre o talento comprovado e o risco reputacional.

Com o julgamento marcado para 15 de setembro, os próximos dias serão decisivos para definir o futuro imediato de Sterling. Advogados ainda não se pronunciaram publicamente, mas a estratégia de defesa provavelmente girará em torno da ausência de danos a terceiros e da natureza pessoal do consumo de nitroso. Observadores deverão acompanhar não apenas o veredicto, mas também eventuais acordos de suspensão ou multas que possam abrir caminho para um retorno ao mercado, ainda que sob condições restritas.

Fonte: ge.globo

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