Rashford tenta resgatar a forma no United após empréstimo ao Barcelona
O atacante volta ao Old Trafford com a camisa 9, mas ainda não conseguiu marcar nem assistir a um gol em mais de 400 minutos.

Marcus Rashford regressou ao Manchester United após dois empréstimos consecutivos, o último deles no Barcelona, e ainda não registrou nenhum gol ou assistência em mais de 400 minutos de jogo, fato que tem sido apontado como sinal de que o peso das expectativas recai sobre seus ombros.
O atacante inglês, que vestiu a camisa 9 na temporada 2024‑25, chegou ao clube em julho depois de Barcelona recusar a opção de compra ao final do empréstimo de 2023‑24. O United, que vive uma campanha irregular na Premier League, ainda não conseguiu transformar a saída de Rashford em receita, enquanto gastou quase três vezes mais para contratar Anthony Gordon, revelando a fragilidade da estratégia de mercado do clube.
Mesmo com Michael Carrick escalando-o regularmente nas últimas partidas, Rashford demonstra postura fechada e falta de entusiasmo, como apontou Owen ao comentar a partida contra o Fulham: “Ele parece não estar curtindo o futebol no momento”. A ausência de envolvimento direto em gols – nenhum gol marcado, nem assistência – evidencia a dificuldade de adaptação ao novo papel de referência ofensiva que o técnico espera dele.
Do ponto de vista tático, Rashford tem sido colocado como pivô central, mas compete com um ataque que inclui Anthony Gordon, Bryan Mbeumo, Matheus Cunha e o jovem esloveno Benjamin Šeško. A falta de entrosamento e a necessidade de criar espaços para os pontas deixam o atacante isolado, reduzindo suas oportunidades de finalização e comprometendo a fluidez do setor ofensivo do United.
A situação de Rashford também repercute na seleção inglesa. Após boas atuações na Copa do Mundo de 2022 e na Nations League, o atacante agora corre o risco de perder espaço no elenco de Gareth Southgate, que tem privilegiado jogadores em ritmo de gol constante. A pressão sobre o jogador se intensifica, pois a Inglaterra ainda busca manter a competitividade nos próximos compromissos internacionais.
Financeiramente, a recusa do Barcelona em exercer a cláusula de compra e a posterior contratação de Gordon por cerca de £30 milhões demonstram que o United ainda não encontrou um comprador viável para Rashford. Enquanto isso, o clube precisa equilibrar o orçamento e ainda melhorar o desempenho coletivo para evitar uma temporada ainda mais desastrosa.
Na próxima rodada da Premier League, o United enfrenta o Liverpool no Anfield, partida que pode servir como termômetro para a capacidade de Rashford de influenciar o jogo em um confronto de alta pressão. Observadores recomendam ficar de olho na movimentação dos atacantes nas áreas de transição e na possível mudança de posição de Šeško, que pode abrir espaço para Rashford retomar a confiança.
Fonte: Trivela
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