Remo demite Léo Condé após nova derrota: crise à beira do rebaixamento
A saída do técnico português ocorre com o clube na 19ª posição e sem vitória nas últimas sete partidas.

Léo Condé foi demitido pelo Remo na manhã de 15 de setembro de 2026, um dia após a derrota por 2 a 1 para o Bahia na Fonte Nova. A decisão encerra uma passagem de seis meses e 31 partidas, período marcado por 8 vitórias, 8 empates e 15 derrotas, resultando em 34,4% de aproveitamento. O clube paraense, que já se encontrava na 19ª posição, viu na demissão uma tentativa de mudar o rumo de uma campanha que se encaminha para o rebaixamento.
O Remo chegou à 27ª rodada com 22 pontos, três abaixo da zona segura e ainda distante dos quatro últimos lugares que garantem a permanência. Desde a vitória sobre o Ceará na 18ª rodada, a equipe não vence há sete jogos – dois empates e cinco derrotas – e acumula um jejum de nove partidas sem triunfo quando incluídas as duas eliminações por 1 a 0 contra o Santos nas oitavas da Copa do Brasil. Essa sequência negativa consolidou a posição do clube na zona de descenso, gerando pressão sobre a diretoria e a torcida.
Sob o comando de Condé, o Remo também não conseguiu traduzir o vice-campeonato estadual em resultados consistentes no cenário nacional. O clube perdeu a final do Campeonato Paraense para o Paysandu e foi eliminado ainda na primeira fase da Copa Verde. No Brasileirão, o time não venceu nenhuma partida fora de casa, fato que agravou a frustração dos torcedores e alimentou o clima de instabilidade dentro da estrutura técnica.
A demissão de Condé representa o 17º afastamento de técnico na Série A em 2026, número que evidencia a volatilidade dos clubes na competição. Desde a queda de Jorge Sampaoli no Atlético‑MG em fevereiro, a lista inclui nomes como Luís Castro (Grêmio), Franclim Carvalho (Botafogo) e Renato Gaúcho (Vasco). Esse padrão de mudanças frequentes reflete a crescente intolerância a resultados negativos e a busca por respostas imediatas em meio à disputa acirrada por posições na tabela.
Taticamente, Condé não conseguiu impor um estilo de jogo coerente ao elenco, que apresenta lacunas defensivas e falta de criatividade no meio‑campo. A ausência de gols – apenas 22 marcados em 31 jogos – e a média de 1,6 gols sofridos por partida revelam problemas estruturais que vão além da comissão técnica. Financeiramente, o Remo enfrenta restrições de orçamento que limitam contratações de reforços, tornando a tarefa de reverter a situação ainda mais desafiadora.
Com a saída de Condé, o clube deve recorrer a um interino – possivelmente o auxiliar técnico ou o coordenador de transição – enquanto avalia opções para o restante da temporada. A prioridade será estabilizar a equipe para a 28ª rodada, onde o Remo ainda tem duas oportunidades de pontuar antes do fim do campeonato. Um técnico com experiência em combate ao rebaixamento, como Eduardo Baptista ou Marcelo Oliveira, pode ser considerado para dar ao grupo a disciplina tática necessária.
Nos próximos dias, a diretoria do Remo precisará definir não apenas quem assume a vaga, mas também como reestruturar o plantel para maximizar os pontos restantes. A torcida, que tem acompanhado a crise de perto, espera uma resposta que vá além de mudanças superficiais e que traga consistência ao estilo de jogo. O que se observará nas próximas partidas será a capacidade da equipe de reagir sob nova liderança e se afastar da zona de queda.
Fonte: ge.globo
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