Renê afirma estar no auge e critica subestimação no Fluminense
Lateral de 34 anos revela como tecnologia e leitura de jogo o mantêm titular em 2026.

Renê, lateral‑esquerdo do Fluminense, declarou que está vivendo o auge da carreira e que ainda é subestimado, apesar de ser titular absoluto desde a chegada ao clube em 2025. O discurso, concedido em entrevista exclusiva ao GE, ganha força ao lembrar que o jogador de 34 anos acumula 82 partidas, dois gols e duas assistências na camisa tricolor. Seu relato ganha ainda mais peso ao comparar a capacidade do Maracanã de comportar a população de sua cidade natal, Picos (80 mil habitantes).
Natural de Picos, no interior do Piauí, Renê iniciou a trajetória profissional no Sport em 2012, destacando‑se como um lateral ofensivo que, na época, ainda atuava como meia. Passou depois pelo Flamengo e Internacional, sempre em equipes de massa, antes de firmar contrato com o Fluminense no início de 2025. Em 2026, conquistou a Taça Guanabara, título que representa seu primeiro troféu oficial pelo clube carioca, reforçando a importância da sua presença na formação da equipe. O Fluminense, que disputa a Libertadores, tem buscado consolidar a consistência defensiva para avançar na competição continental.
Ao longo da carreira, Renê sofreu críticas constantes sobre a qualidade de seu jogo, mas aprendeu a transformar o julgamento alheio em motivação. Ele afirma que “ser subestimado virou normal na minha carreira” e que o que realmente importa é a avaliação dos companheiros e do técnico, atualmente Fernando Diniz. O lateral ainda destaca a influência de Thiago Silva, com quem tem conversado para aprimorar a leitura de jogo, demonstrando um comprometimento raro entre jogadores de diferentes gerações.
A evolução tática de Renê acompanha as mudanças do futebol moderno. Ele reconhece que “vários laterais viraram quase um terceiro zagueiro”, citando o modelo de Pep Guardiola no Manchester City, e adaptou seu estilo para priorizar posicionamento e qualidade de jogada ao invés de volume de investidas. Hoje, sua contribuição se dá mais pelo meio‑campo, alinhando‑se com os volantes Martinelli e Hércules, o que lhe permite participar da construção ofensiva sem sacrificar a solidez defensiva.
Fisicamente, Renê demonstra que a idade não é obstáculo. Aos 34 anos, raramente passa pelo departamento médico e investe em infraestrutura doméstica, como mantas de LED e outras tecnologias de recuperação. Esse cuidado reflete diretamente na sua disponibilidade para jogos de alta intensidade, como os confrontos da Libertadores, onde o Fluminense tem exigido o cumprimento rigoroso do regulamento contra a tentativa do Palmeiras de reduzir a carga de ingressos.
O impacto de Renê vai além do campo: sua presença traz experiência ao grupo, eleva o nível de profissionalismo e serve de exemplo para jovens laterais como o recém‑promovido Matheus Bianqui. Comercialmente, seu perfil de jogador resiliente e tecnicamente adaptável aumenta o valor de mercado do elenco tricolor, sobretudo em um momento em que clubes buscam reforços que combinem experiência e capacidade de evolução tática.
Com a fase decisiva da Libertadores se aproximando, Renê espera coroar a temporada com um título, como afirmou ao GE. O próximo desafio do Fluminense será contra o Palmeiras, em partida que testará a solidez defensiva que o lateral tem ajudado a consolidar. Observadores deverão acompanhar se a combinação de experiência e tecnologia continuará a proteger a retaguarda tricolor nas fases finais da competição.
Fonte: ge.globo
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