São Paulo busca fuga do Z‑4 e vaga na Libertadores em 12 partidas
Com 33 pontos e 12 jogos restantes, o Tricolor precisa de 12 a 29 pontos para mudar de rumo no Brasileirão.

O São Paulo ocupa a 11ª posição do Brasileirão com 33 pontos e ainda tem 12 rodadas pela frente, o que significa 36 pontos em disputa. Para escapar do Z‑4, a referência histórica é alcançar 45 pontos, número que ainda está ao alcance com 12 pontos a somar. O clube ainda sonha com uma vaga em competição internacional, mas o caminho para a Libertadores exige 62 pontos, ou 29 pontos nos jogos restantes.
A eliminação nas quartas de final da Copa Sul‑Americana deixou o Tricolor focado exclusivamente no campeonato nacional. Até a 28ª rodada, a equipe de Dorival Júnior registrou um aproveitamento de 42%, superior à taxa mínima de 33,3% necessária para alcançar os 45 pontos. Historicamente, 45 pontos são suficientes para garantir permanência na elite, enquanto a média para o 11º lugar – porta de entrada para a Sul‑Americana – é de 50 pontos.
O levantamento do Gato Mestre traz três metas numéricas: 45 pontos (12 pontos faltantes, 33,3% de aproveitamento), 50 pontos (17 pontos faltantes, 47,2%) e 62 pontos (29 pontos faltantes, 80,6%). Para a fuga do Z‑4, quatro vitórias bastariam; para a Sul‑Americana, são necessárias ao menos cinco vitórias e dois empates; para a Libertadores, seria preciso um cenário de nove vitórias, dois empates e apenas uma derrota.
Dos 12 confrontos restantes, oito são em casa: Santos, Internacional, Vitória, Vasco, Corinthians, Fluminense e Remo, além do clássico Majestoso contra o Corinthians marcado para 4 de novembro na Vila Belmiro. Os demais são visitas ao Atlético‑PR, ao Athletico‑PR e a outros rivais. O calendário concentra partidas contra adversários diretos na briga pelo meio‑da‑tabela, o que eleva a importância dos pontos caseiros.
Dorival Júnior enfatizou a urgência: “Temos que voltar ao Brasileiro e não podemos vacilar. Temos que pontuar e entendermos que ficamos só com uma possibilidade e ela tem que ser entregue ao torcedor”. O executivo de futebol, Rafinha, adotou tom mais otimista, afirmando que o objetivo é “uma vaga em competição internacional”. Essa divergência reflete a tensão entre a necessidade imediata de segurança e a ambição de retomar a tradição de títulos continentais.
Do ponto de vista tático, a equipe precisa transformar a posse de bola em gols nos jogos em casa e adotar postura mais compacta nos confrontos fora. A saída precoce da Sul‑Americana reduz a carga de jogos, mas também priva o elenco de ritmo competitivo. Financeiramente, o rebaixamento acarretaria perda de receita televisiva e patrocínio, enquanto uma classificação à Libertadores ampliaria a visibilidade e os ganhos de direitos de transmissão.
O próximo desafio será o confronto direto contra o Internacional, na 28ª rodada, onde um resultado positivo pode abrir caminho para as duas metas intermediárias. Após esse duelo, a atenção se volta para o clássico contra o Corinthians, que pode ser decisivo para a moral da equipe. Os torcedores devem observar a consistência defensiva de Dorival e a capacidade de Rafinha de reforçar o elenco antes do fechamento da janela de transferências.
Fonte: ge.globo
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