Santos ajusta esquema e arrisca jovens contra o Macará
Cuca fecha a última atividade em Ambato e revela um provável 4‑4‑2 com improvisações defensivas.

O Santos encerrou nesta quarta‑feira a preparação para o segundo duelo das oitavas da Copa Sul‑Americana, contra o Macará, em Ambato, Equador, com a partida marcada para quinta‑feira, 20 de agosto, às 19h (horário de Brasília). A equipe de Cuca chega ao Complexo Desportivo Quillán Loma já ciente de que um empate garante a classificação, enquanto uma derrota por dois gols elimina o Peixe.
A vantagem de 2 a 1 conquistada na Vila Belmiro, com gols de Gabigol e Willian Arão após assistências de Neymar, coloca o Santos em posição privilegiada, mas a margem é estreita: um revés por um gol leva à disputa de pênaltis, e dois ou mais gols encerra a campanha. O confronto ocorre na quarta fase da Sul‑Americana, onde o Santos busca avançar para as quartas de final, objetivo que reforça a agenda de Cuca após a temporada irregular no Brasileirão.
Na última sessão de treino, o elenco dividiu-se em dois grupos: meio‑campo e ataque trabalharam cruzamentos e finalizações, enquanto a defesa realizou exercícios de posicionamento. O técnico aproveitou a oportunidade para ensaiar cobranças de pênaltis, antecipando a possibilidade de decisão nos tiros de desempate. A ausência de Neymar, Gabigol, Igor Vinícius, Barreal, Escobar (suspenso) e dos lesionados Lucas Veríssimo, Gabriel Menino e Gabriel Bontempo obrigou Cuca a montar um 4‑4‑2 improvisado.
Com os titulares indisponíveis, Davizinho ganha a vaga na lateral direita, enquanto Willian Arão, que tem atuado improvisado na zaga, deve permanecer ao lado de João Ananias, com Luan Peres deslocado para a lateral esquerda. No meio‑campo, João Schmidt, Christian Oliva e Gustavinho formam o trio titular, e o ataque conta com Caballero, Rony e Thaciano, que foram os mais citados como opções ofensivas. Essa formação traz um perfil mais compacto e defensivamente sólido, mas reduz a criatividade habitual do Peixe.
A decisão tática de colocar Arão na defesa tem duplo sentido: ele traz experiência e ainda mantém a ameaça ofensiva, já que marcou nos últimos dois jogos. Ao mesmo tempo, a presença de Davizinho oferece velocidade nas transições, essencial contra um Macará que costuma explorar contra‑ataques rápidos. Contudo, a falta de Menino no volante pode comprometer a transição entre blocos, exigindo que Oliva e Schmidt assumam maior carga de marcação.
Do ponto de vista psicológico, a vantagem de um gol na primeira partida permite ao Santos jogar com menos pressão, mas a ausência dos principais nomes pode gerar dúvidas na torcida. Cuca aposta na disciplina coletiva e na capacidade dos reservas de manter o padrão de posse que caracterizou a vitória de ida. Se a equipe conseguir neutralizar o ataque de Franco Posse e converter as oportunidades de Caballero, Rony ou Thaciano, o risco de precisar dos pênaltis diminui significativamente.
A partida será disputada às 19h (de Brasília) no Estádio Bellavista, e o resultado definirá quem avança às quartas de final da Sul‑Americana. Caso o Santos empate, a classificação vem garantida; se perder por um gol, a decisão será nos pênaltis, e se houver derrota por dois ou mais gols, o Macará avança. O próximo desafio do Peixe, caso confirme a vaga, será contra o vencedor da partida entre Independiente e Colo‑Colo nas semifinais.
Fonte: Gazeta Esportiva
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