São Paulo decide expulsar ex-presidente Casares após crise institucional
Conselho Deliberativo vota nesta quinta-feira a exclusão de Casares do quadro associativo, encerrando um ciclo de impasses internos.

O Conselho Deliberativo do São Paulo reunirá nesta quinta‑feira para decidir se o ex‑presidente Casares será excluído do quadro associativo, encerrando um processo que começou com seu impeachment e que tem agitado a diretoria e a torcida nos últimos meses.
Casares chegou ao comando do clube em 2021 e, após duas temporadas marcadas por resultados irregulares e controvérsias financeiras, foi alvo de um pedido de impeachment apresentado pelos próprios conselheiros em junho de 2023, que culminou na sua suspensão temporária.
A decisão atual segue a mesma linha de intervenções judiciais que já afetaram a administração do São Paulo, como a suspensão da decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF e a reversão da reintegração de Dino ao cargo de diretor de Política, demonstrando a fragilidade institucional que o clube vem enfrentando.
Além da disputa de poder, a crise se reflete no campo: o Tricolor tem lutado para garantir vagas na fase de grupos da Libertadores, enquanto a equipe sub‑20, que enfrentou a estreia contra o Santo Antônio‑MS na Copa do Brasil, lida com a ausência de jogadores como Nicolas, que ficará três meses afastado por cirurgia no menisco.
Para os torcedores, a possível expulsão de Casares representa mais do que um ato disciplinar; ela pode redefinir as alianças dentro do Conselho, influenciar a aprovação de novos patrocinadores e impactar a confiança dos investidores em um clube que ainda busca equilibrar o caixa após a pandemia.
O caso de Pedro Ferreira, a joia da base que ainda não firmou presença no time profissional, ilustra como a instabilidade administrativa tem limitado a integração de talentos jovens, enquanto a diretoria ainda debate a utilização de Luciano nos confrontos contra o Boca Juniors e o Palmeiras.
Caso a votação resulte na expulsão, Casares poderá recorrer ao Judiciário, prolongando a disputa e adiando a eleição de um novo presidente prevista para o final do ano; os próximos passos do Conselho, portanto, serão observados de perto por quem acompanha a saúde institucional do São Paulo.
Fonte: ge.globo
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