São Paulo descarta Vardy: clube avalia custos e perfil
Diretoria tricolor rejeita proposta ao veterano inglês por divergência salarial e inadequação tática.

O São Paulo oficializou que não fará proposta ao centroavante inglês Jamie Vardy, decisão que tem repercussão imediata no mercado de transferências e evidencia a cautela financeira do clube tricolor. A recusa surge num momento em que o Tricolor busca reforçar o ataque para a fase decisiva da Sul-Americana e a corrida pelo título da Série A. A notícia foi confirmada por fontes internas que destacaram a falta de consenso entre os dirigentes.
Vardy, 38 anos, encerrou contrato com o Brighton em 2024 e permanece como agente livre, carregando um currículo que inclui a conquista da Premier League em 2015‑16 e mais de 150 gols na elite inglesa. Apesar da experiência, a sua condição física e ritmo de jogo têm sido questionados, sobretudo para uma competição que exige alta intensidade. O São Paulo, que venceu o Bolívar por 3 a 1 nas oitavas da Sul‑Americana, ainda sente a necessidade de um atacante que combine velocidade e movimentação constante.
Segundo a própria diretoria, a proposta de Vardy não era unanimidade entre os dirigentes; alguns viam no jogador um reforço de peso, enquanto outros alertavam para o impacto salarial. O clube avaliou que os valores pedidos pelo atleta estão “fora da realidade” diante do orçamento destinado ao elenco em 2026, que já inclui salários de Luan, Cédric Soares, Maik e Matheus Belém. Essa divergência refletiu uma postura conservadora frente a contratos de longo prazo com salários elevados.
A decisão também se apoia nas limitações estruturais recentes do CT da Barra Funda, que forçou a equipe a treinar jogadores afastados em Cotia devido ao desgaste dos gramados. O técnico Dorival Jr. tem ajustado a escalação ofensiva, contando com a versatilidade de Luan e a presença de Maik na frente, o que reduz a urgência de um atacante de perfil tradicional como Vardy. Além disso, a diretoria tem priorizado a renovação de contratos de jovens promissores ao invés de investimentos em veteranos caros.
Taticamente, Vardy representa um centroavante de referência física, com pouca ênfase na pressão alta que o São Paulo tem adotado nas últimas partidas. O estilo de jogo de Dorival, baseado em transição rápida e movimentação de ponta, demanda atacantes que participem ativamente da marcação, algo que o histórico de Vardy não demonstra. A idade avançada do jogador também eleva o risco de lesões, o que poderia comprometer a disponibilidade ao longo da maratona de jogos.
No mercado, o nome de Vardy ainda atrai interesse de clubes europeus de segunda divisão que buscam experiência, mas o São Paulo tem direcionado seu olhar para alternativas sul‑americanas mais jovens e com menor custo salarial. Jogadores como Pablo, do Atlético Mineiro, ou o atacante uruguaio Sebastián Vázquez, surgem como opções mais alinhadas ao orçamento e ao perfil tático. Essa estratégia reforça a política de valorização de talentos regionais, que pode gerar ganhos de revenda futuros.
Com a porta fechada para Vardy, o São Paulo volta sua atenção para a próxima partida da Série A contra o Palmeiras, marcada para o próximo domingo, e para a semifinal da Sul‑Americana, onde a necessidade de gols será decisiva. A diretoria promete anunciar novos alvos nas próximas semanas, focando em atletas que ofereçam equilíbrio entre preço, idade e adequação ao esquema de Dorival. Torcedores deverão observar como o clube compensa a ausência de um reforço de peso sem comprometer a competitividade nas duas frentes.
Fonte: ge.globo
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