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Santos prolonga sina no sintético e sai eliminado da Sul-Americana

A derrota para o Atlético-MG deixa o Peixe sem vitória em gramados artificiais há quase cinco anos.

Redação Voz do Gol2 min de leitura
Santos prolonga sina no sintético e sai eliminado da Sul-Americana

Eliminado pelo Atlético-MG na Arena MRV, o Santos viu a sequência de 18 jogos oficiais sem vitória em gramados sintéticos se estender, reforçando uma sina que já dura quase cinco anos.

A última vitória santista em sintético ocorreu em 30 de outubro de 2021, quando o técnico Fábio Carille comandou o time ao triunfo por 1 a 0 sobre o Athletico‑PR na Arena da Baixada, com gol de Madson; desde então, são 13 derrotas e cinco empates, resultando em apenas 9,3% de aproveitamento nos pontos disputados.

A fase mais recente da sina aconteceu nas quartas de final da Copa Sul‑Americana: o Peixe venceu o Galo por 2 a 0 na Vila Belmiro, mas reverteu o placar ao perder por 4 a 2 na Arena MRV, deixando o agregado em 4 a 4 e sendo eliminado nos pênaltis por 3 a 1. Em 2026, o Santos já entrou em campo cinco vezes em sintético – derrotas para Palmeiras (1‑0), Athletico‑PR (2‑1), Palmeiras (1‑1) e Botafogo (2‑1), além da goleada de 3‑0 do Palmeiras na Copa do Brasil – somando um retrospecto de 0‑5‑1, com cinco gols marcados e 13 sofridos.

Do ponto de vista tático, a velocidade da bola e o menor atrito nos pisos artificiais desfavorecem o estilo de toque curto e a movimentação em zona que o Santos costuma empregar, exigindo adaptações que ainda não foram incorporadas nos treinamentos. O efeito na tabela é imediato: a eliminação da Sul‑Americana compromete receitas de premiação e reduz a exposição internacional do elenco, ao passo que a falta de confiança em sintético pode refletir nos resultados do Brasileirão.

A tendência de construção de estádios com gramado sintético no Brasil – como a própria Arena MRV – coloca o Peixe diante de um desafio estrutural: precisarão investir em preparação específica, seja com sessões de treino em superfícies semelhantes ou com ajustes de esquema que valorizem a transição rápida. Enquanto isso, a ausência de vitórias oficiais em sintético pressiona a diretoria a avaliar a viabilidade de reforços que se adaptem melhor a esse tipo de piso.

O próximo compromisso oficial do Santos será no Brasileirão, em gramado natural, oferecendo uma oportunidade de interromper a sequência negativa e recuperar a moral da equipe antes que a temporada avance para os confrontos decisivos.

Fonte: Gazeta Esportiva

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