Thiago Silva enfrenta dor no joelho antes da volta da Libertadores
Zagueiro do Fluminense segue em tratamento com anti-inflamatórios e tem papel crucial contra o Atlético-MG.

O zagueiro Thiago Silva admitiu, nesta terça‑feira (08/09/2026), que está à base de anti‑inflamatórios para lidar com dores no joelho, mas ainda assim atuou na vitória por 2 a 0 sobre o Platense, partida que abriu as quartas de final da Libertadores no Maracanã. Seu estado de saúde se torna ponto focal porque a defesa tricolor tem sido um dos pilares da recuperação da equipe na temporada. Qualquer limitação pode alterar a estratégia de Marcelo Oliveira nos próximos compromissos decisivos.
O Fluminense, que chegou à fase de quartas após um início irregular no Brasileirão, tem usado a Libertadores como alavanca para retomar a confiança. Na primeira partida da série, o Tricolor impôs seu ritmo, controlou a marcação e garantiu vantagem de dois gols, colocando pressão sobre o adversário argentino. O desempenho coletivo tem sido impulsionado por uma defesa mais organizada, na qual Thiago Silva ocupa a posição de referência.
A dor no joelho de Silva começou no confronto contra o Remo, em 22 de agosto, e o jogador foi poupado contra o Athletico‑PR na Arena da Baixada e no clássico contra o Vasco, ambos ainda na sequência da Libertadores. “O joelho demorou a desinflamar… estou à base de anti‑inflamatório, mas estou super feliz da forma que ele reagiu hoje”, afirmou o defensor após a partida contra o Platense. Ele reconheceu que a sensação de dor deve retornar nos treinos, mas ainda há tempo para a partida de sábado contra o Atlético‑MG no Campeonato Brasileiro.
Mesmo sob medicação, Silva liderou a linha de fundo, vencendo duelos aéreos e fechando espaços críticos. Em uma jogada de destaque, aplicou um chapéu em um atacante adversário que se precipitou, lembrando um momento que ele comparou ao gol de cabeça contra Cristiano Ronaldo em amistoso Brasil × Portugal. Essa demonstração de confiança reforçou a ideia de que, apesar da dor, o zagueiro mantém capacidade de decisão em momentos de pressão.
Do ponto de vista tático, a presença de Silva garante ao técnico a manutenção da linha de quatro compacta, essencial para neutralizar o ataque veloz do Atlético‑MG, que chega em alta no Brasileirão. Caso a inflamação aumente, Marcelo Oliveira pode ser obrigado a recorrer a alternativas como Nino ou Renan Lodi, o que alteraria a química defensiva construída nas últimas semanas. O risco de agravamento também tem implicações financeiras, já que lesões prolongadas podem impactar o contrato de renovação de Silva, cujo vínculo se estende até 2028.
Na sequência da Libertadores, o Fluminense encara o retorno em Buenos Aires na terça‑feira (12/09/2026). Uma defesa sem o capitão pode abrir brechas para o Platense, que já demonstrou capacidade de reação nos jogos fora de casa. Assim, a gestão da carga de trabalho e a reabilitação de Silva serão decisivas para garantir que o Tricolor chegue à semifinal com a mesma solidez mostrada na ida.
Nos próximos dias, a atenção se volta para o treinamento de sábado contra o Atlético‑MG, onde o estado físico de Silva será avaliado em campo. Os torcedores deverão observar se o jogador completa 90 minutos sem restrições, bem como a comunicação entre a linha de defesa e o meio‑campo. O desfecho dessa avaliação definirá não só a estratégia contra o Galo, mas também a postura do Fluminense na luta pela vaga na semifinal da Libertadores.
Fonte: ge.globo
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.




