Tim Payne vira sensação digital e estreia contra o Vasco na Copa Sudamericana
O lateral neozelandês transforma seguidores em moeda de troca e chega ao Olimpia com contrato mais vantajoso.

Tim Payne, lateral da Nova Zelândia que viralizou por ter o menor número de seguidores entre os atletas da Copa do Mundo, encara o Vasco da Gama nesta quinta‑feira, 20 de agosto de 2026, pela Copa Sudamericana, carregando mais de 5,3 milhões de seguidores no Instagram e um contrato de patrocínio que eleva seu perfil dentro e fora de campo.
O duelo coloca o Olimpia, tradicional clube paraguaio que busca retomar a glória continental, contra um Vasco que luta para avançar na fase de grupos da competição sul‑americana. Enquanto o Vasco tenta melhorar sua campanha após a derrota por 2 a 0 em São Januário, o Olimpia aposta na visibilidade trazida por Payne para reforçar a marca e atrair novos torcedores.
A explosão nas redes começou quando Payne foi apontado como o atleta com menos seguidores do Mundial; uma campanha digital impulsionou seu número para 4 milhões em poucos dias, e hoje supera 5,3 milhões. O aumento de popularidade garantiu-lhe contrato com a Asics, papel de embaixador de campanha de saúde mental e, sobretudo, a transferência para o Olimpia com salário superior ao que recebia no Wellington Phoenix.
A trajetória de Payne é marcada por altos e baixos: começou nas categorias de base do Auckland City, brilhou na Copa do Mundo Sub‑17 de 2011 e despertou interesse do Blackburn Rovers, que o contratou por dois anos e meio em 2012. Problemas de visto impediram sua estreia na Inglaterra, obrigando-o a retornar ao Auckland City, passar pela MLS (Portland Timbers) e consolidar-se no futebol neozelandês com três temporadas no Eastern Suburbs e sete no Wellington Phoenix até a Copa de 2022.
No Olimpia, Payne já deixou sua marca: estreou com um golaço contra o Rubio Ñú no Campeonato Paraguaio e foi titular pela primeira vez diante do Sportivo Ameliano no último domingo. Na ida da Copa Sul‑americana, embora tenha permanecido no banco em São Januário, foi um dos atletas mais procurados pela imprensa e pelos torcedores no estádio, refletindo o magnetismo que sua presença gera.
Taticamente, Payne oferece ao técnico paraguaio um lateral capaz de apoiar o ataque, com boa saída de bola e cruzamentos precisos, atributos que podem explorar a vulnerabilidade defensiva do Vasco nas laterais. Fora de campo, sua popularidade eleva o valor de mídia do Olimpia, que ganhou cerca de 250 mil seguidores em 24 horas após o anúncio da contratação, ampliando a audiência dos direitos de transmissão da competição.
Financeiramente, o contrato de patrocínio com a Asics e a crescente base de fãs criam novas fontes de receita para o clube, enquanto o salário maior de Payne sinaliza que o Olimpia está disposto a investir em ativos de marca. Para o jogador, a mudança também tem um componente familiar: sua esposa, Michelle Peters, tem raízes costarriquenhas, e o casal pretende que o filho de 1,5 ano, Brooklyn, cresça em um ambiente latino, reforçando a decisão de permanecer fora da Oceania.
O próximo confronto em São Januário será decisivo para medir o impacto imediato de Payne. Os observadores devem ficar atentos à sua participação nos minutos finais, à capacidade de criar jogadas ofensivas e ao engajamento nas redes durante o jogo, indicadores que podem determinar se a aposta do Olimpia será apenas de marketing ou também de desempenho esportivo.
Fonte: ge.globo
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