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Tiquinho Soares volta ao Botafogo e reacende debate sobre idolatria

A maioria dos jornalistas reconhece o atacante como ídolo, mas a discussão ainda divide a imprensa esportiva.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Tiquinho Soares volta ao Botafogo e reacende debate sobre idolatria

Tiquinho Soares está a um passo de reassinar com o Botafogo, e a maioria dos jornalistas que participaram da enquete do ge o reconhecem como ídolo do clube. Dos 25 profissionais consultados, 16 responderam que o atacante merece o título, enquanto nove discordaram. O resultado ganha força ao coincidir com a fase de consolidação que o Botafogo vive após conquistar o Brasileirão e a Libertadores em 2024.

O atacante chegou ao Nilton Santos em agosto de 2022 e, na temporada seguinte, tornou‑se artilheiro da equipe com 29 gols, liderando a ofensiva alvinegra. Integrante do elenco que sagrou o Botafogo bicampeão em 2024, Tiquinho encerrou sua primeira passagem no início de 2025, acumulando 120 jogos e 44 gols. Esses números o colocam entre os maiores contribuidores da era pós‑SAF, quando o clube buscava reconquistar a relevância nacional.

A votação do ge trouxe vozes distintas: Alison Mayer (Globo), Clara Casé (Globo) e Claudio Portella (Globo) foram alguns dos que afirmaram que Tiquinho é ídolo, citando a conexão com a torcida jovem e as celebrações que viralizaram nas arquibancadas. Por outro lado, Andrei Graça (BTB Sports) e Thiago Franklim (Arena Alvinegra) argumentaram que, apesar da importância, o jogador nunca chegou a consolidar um legado de idolatria, apontando a queda de produção em 2024 e a ascensão de Igor Jesus. As falas de Luiza Romar (CazéTV) e Leonardo Bessa (Lance) reforçaram a ideia de que o “personagem” de Tiquinho gerou um boom de vendas de camisas, bonecos e canecas, marcando a história recente do clube.

O Botafogo atravessa um momento de reestruturação financeira e esportiva. Após o double de 2024, o clube assinou a renovação de João Paulo Montoro até 2030, sinalizando estabilidade nos bastidores. Contudo, a era SAF ainda impõe limites orçamentários, o que torna a presença de um nome de mercado como Tiquinho ainda mais valiosa para atrair patrocinadores e manter a ocupação média do Nilton Santos acima de 30 mil torcedores.

Do ponto de vista tático, o retorno de Tiquinho pode oferecer ao técnico um braço esquerdo mais experiente, complementando a velocidade de Igor Jesus. O atacante tem um histórico de finalizações dentro da área e de criar oportunidades nas transições, atributos que podem ser decisivos nos confrontos contra rivais como Flamengo e Fluminense. Além disso, sua capacidade de gerar conteúdo nas redes sociais pode ampliar a exposição do Botafogo em campanhas de marketing digital.

Financeiramente, a idolatria reconhecida por jornalistas pode transformar Tiquinho em um ativo de merchandising. As vendas de camisas e produtos licenciados cresceram 27% em 2024 quando o atacante esteve em campo, e a expectativa é que um retorno impulsione novamente esses números, ajudando a equilibrar as contas do clube. Para a torcida, a volta representa a oportunidade de reviver momentos emblemáticos, como o gol contra o Palmeiras que gerou o maior barulho na história do estádio.

A decisão oficial deve ser anunciada nas próximas semanas, antes do clássico contra o Flamengo no fim de agosto. Enquanto isso, os torcedores acompanharão a negociação e observarão se Tiquinho receberá a camisa 9, símbolo que ele usou na primeira passagem. O desfecho da enquete do ge indica que, independentemente da resposta final, o debate sobre sua condição de ídolo continuará a influenciar a narrativa do Botafogo em 2026.

Fonte: ge.globo

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