Tite lamenta estreia frustrada e cobra efetividade do Botafogo
Treinador ex‑seleção analisa a derrota por 2 a 0 para o Mirassol e alerta para a adaptação dos novos reforços.

O Botafogo caiu por 2 a 0 diante do Mirassol no Estádio Moisés Lucarelli, na 28ª rodada do Brasileirão, marcando a estreia de Tite como técnico do clube. O resultado manteve a equipe carioca com 35 pontos, ainda na 12ª posição, e gerou críticas imediatas ao desempenho ofensivo. Para o ex‑selecionador, a derrota evidencia um problema de efetividade que precisa ser resolvido antes do clássico contra o Vasco.
Contratado em julho após deixar a Seleção Brasileira, Tite chegou ao Botafogo com a missão de transformar o time em referência de posse e criação. Até a partida contra o Mirassol, o Glorioso vinha alternando entre vitórias e empates, acumulando 35 pontos em 27 jogos, o que o deixava a quatro pontos do G-6. A expectativa dos torcedores era alta, sobretudo após a chegada de quatro reforços que ainda não haviam estreado em partidas oficiais.
No confronto, o Botafogo começou melhor, controlando a posse e criando oportunidades, mas sofreu o primeiro gol que “desencadeou um desequilíbrio”, segundo Tite. No segundo tempo, o treinador fez alterações táticas e introduziu o marroquino Hakim Ziyech, que entrou aos 15 minutos do segundo tempo para oferecer liberdade criativa tanto como externo quanto como camisa 10. Apesar da presença de Ziyech, a equipe não conseguiu traduzir o volume de jogo em gols, encerrando a partida sem marcar.
Tite reconheceu que o Mirassol “acelerou o ritmo” e que a equipe ficou incomodada com a pressão da posse de bola adversária. O treinador destacou que o desgaste de jogar em quarta e sábado contribuiu para a perda de intensidade, mas reforçou que “não é desculpa, é análise”. Ele ainda apontou que a falta de conclusão foi o ponto crucial, afirmando estar “chateado” com a ineficácia diante das oportunidades criadas.
Do ponto de vista tático, a principal falha foi a transição entre a fase de construção e a finalização, algo que Tite pretende corrigir com treinos específicos de finalização. A integração dos novos reforços – quatro jogadores que ainda estão em processo de adaptação – também pesa na falta de entrosamento ofensivo. Se a equipe não melhorar a taxa de conversão, corre o risco de escorregar ainda mais na tabela, já que a zona de classificação para a Libertadores está a apenas três pontos de distância.
O próximo desafio será o clássico contra o Vasco, marcado para 7 de outubro, quarta-feira, às 20h30, no Nilton Santos, logo após a pausa da Data FIFA. Tite deverá decidir se mantém Ziyech como referência criativa ou aposta em ajustes no esquema para melhorar a penetração no ataque. O duelo contra o rival histórico será decisivo para medir a evolução do time e para acalmar a torcida exigente.
Nos próximos dias, a atenção ficará na consolidação dos novos reforços e na definição de um padrão de jogo que una posse de bola e efetividade diante do gol. O técnico já pediu paciência, mas o calendário apertado deixa pouco espaço para erros. O que os torcedores observarão é se o Botafogo consegue transformar o volume de chances em gols e retomar a trajetória rumo à classificação para a Libertadores.
Fonte: Gazeta Esportiva
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