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Tite chega ao Botafogo e remodela comissão técnica rumo à volta por cima

Ex-técnico da seleção traz filho, preparador físico de longa data e promove jovem da base ao staff permanente.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Tite chega ao Botafogo e remodela comissão técnica rumo à volta por cima

Tite foi apresentado ao Botafogo nesta quinta‑feira, 17 de setembro de 2026, ao lado do assistente Matheus Bachi e do preparador físico Fabio Mahseredjian, preparando a estreia contra o Mirassol na 28ª rodada do Brasileirão. A chegada do ex‑técnico da seleção traz imediatamente um peso institucional ao Nilton Santos, onde a diretoria busca reverter uma sequência de resultados desfavoráveis. O anúncio destaca que a nova comissão será integrada à estrutura fixa do clube, sinalizando continuidade e estabilidade.

O Botafogo ocupa a zona de risco na Série A, com 27 pontos após 27 jogos, distante da zona de classificação para a Libertadores e à beira da zona de rebaixamento. Nos últimos cinco confrontos, a equipe somou apenas um ponto, o que aumentou a pressão sobre a diretoria para uma mudança de comando. A contratação de Tite, que comandou a seleção entre 2016 e 2022, representa a tentativa de alavancar a campanha antes do fim da temporada.

Matheus Bachi, filho de Tite, chega como auxiliar técnico após passagem pelo Santos, onde trabalhou ao lado de Cleber Xavier, e por um breve período no Cruzeiro em 2025. Fabio Mahseredjian, preparador físico, compartilha com Tite a história da primeira passagem pelo Corinthians em meados dos anos 2000, e ambos integraram a comissão da seleção brasileira durante todo o ciclo de 2016‑2022. No Botafogo, eles se somam a Marcelo "Fera" Salles (auxiliar técnico), Ronaldo Torres (preparador físico) e Rodrigo Bellão, promovido do sub‑20 para a comissão permanente a pedido do novo treinador.

A escolha de não trazer antigos colaboradores como César Sampaio, que permanece no Santos, ou Vinícius Bergantin, agora técnico do São Bernardo, indica que Tite prioriza confiança pessoal e experiência conjunta. O vínculo com Bachi e Mahseredjian garante um ambiente de trabalho já testado em alto nível, reduzindo o tempo de adaptação ao clube. Essa estratégia também permite que Tite mantenha um núcleo de trabalho que entende sua filosofia tática e de preparação física.

Do ponto de vista tático, a presença de Mahseredjian sugere um foco renovado na exigência física, aspecto que marcou a seleção brasileira nas duas últimas Copas do Mundo. Com Bachi ao lado, Tite poderá aplicar um esquema de transição rápida, combinando a tradição ofensiva do Botafogo com a disciplina defensiva que caracterizou seus últimos projetos. A promoção de Bellão reforça a atenção ao desenvolvimento da base, permitindo que jovens talentos sejam inseridos de forma mais estruturada no elenco principal.

Financeiramente, a contratação de Tite eleva o perfil do Botafogo nacional e internacionalmente, potencializando acordos de patrocínio e aumento da receita de bilheteria. A expectativa de maior visibilidade nas redes sociais e na mídia pode atrair investidores, especialmente diante da estratégia de incentivo fiscal para a base, que visa captar R$ 12 milhões para projetos de sub‑9 a sub‑20 e futebol feminino. Contudo, o salário de Tite e de sua comissão será um peso significativo no orçamento, exigindo resultados rápidos para justificar o investimento.

O próximo desafio de Tite será o confronto fora de casa contra o Mirassol, sábado, 22 de setembro, pela 28ª rodada. Observadores apontam que a postura defensiva nos primeiros minutos, a utilização de transições rápidas e a integração de jogadores da base serão indicadores claros da implantação da nova filosofia. A partir desse teste, o Botafogo definirá se a reforma da comissão técnica será o ponto de partida para uma escalada na tabela ou se precisará de ajustes adicionais nas próximas semanas.

Fonte: ge.globo

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