Vasco decide expulsões de ex-presidentes em reunião decisiva
Conselho Deliberativo analisará relatórios sobre Campello, Salgado e aliados enquanto avança a venda para a 777 Partners

O Conselho Deliberativo do Vasco da Gama marcou duas sessões virtuais, para 15 e 22 de outubro, com o objetivo de deliberar sobre relatórios que podem culminar na expulsão de ex-presidentes e aliados, um movimento que pode redefinir a governança do clube durante a negociação da SAF com a 777 Partners.
A medida surge após a criação, em junho de 2024, de duas comissões de inquérito que investigaram a gestão de Alexandre Campello (2018‑2020) e de Jorge Salgado (2020‑2022), períodos marcados por crise financeira, a pandemia de Covid‑19 e a tentativa de venda do futebol para a 777 Partners, que ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores.
No caso de Salgado, a comissão recomenda sua expulsão por supostos riscos subestimados na operação de venda à 777 Partners; o ex-presidente já entrou com ação criminal contra os sete membros da comissão por calúnia e difamação e aguarda a decisão do Conselho no dia 22 de outubro, afirmando que respeitará o veredito.
Campello enfrenta julgamento no dia 15 de outubro por um contrato de fornecimento com a Kappa, firmado durante a pandemia; a votação foi dividida – três votos pela absolvição, dois pela expulsão e dois por suspensão de seis meses – e ele já prestou depoimento, alegando que o acordo visava garantir dividendos à base em um cenário de escassez de recursos.
Julio Brant, que liderou o grupo Sempre Vasco em três das últimas quatro eleições e rompeu com o bloco antes da vitória de Pedrinho em 2023, também tem recomendação de exclusão; ele renunciou ao Conselho Deliberativo em março de 2025 e não respondeu ao contato da reportagem.
Além dos três nomes principais, a comissão apontou sanções a outros aliados: Adriano Mendes e Paulo Reis, ex‑vice‑presidentes, podem ser suspensos temporariamente, enquanto Carlos Roberto Osório, Roberto Duque Estrada e Otto de Carvalho foram incluídos em lista de possíveis expulsões, refletindo uma tentativa de limpar a estrutura de quem participou da aprovação da venda ao 777.
A decisão do Conselho terá repercussões imediatas na aprovação da SAF, já que a 777 Partners exige transparência e ausência de conflitos de interesse; a exclusão de figuras influentes pode facilitar a conclusão da transação, mas também pode gerar resistência entre torcedores que ainda defendem a tradição do clube.
Fonte: ge.globo
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