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Xabi Alonso põe em xeque futuro de brasileiros no Chelsea

A sequência de substituições limitadas a Vini Jr., Endrick e agora Estêvão reacende suspeitas de preferência tática.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Xabi Alonso põe em xeque futuro de brasileiros no Chelsea

A escassa atuação de Estêvão nos minutos finais da derrota do Chelsea por 2 a 1 contra o Arsenal reacendeu o debate sobre a relação de Xabi Alonso com os jogadores brasileiros que treinam sob seu comando. O técnico espanhol, recém‑contratado pelo clube londrino, tem sido criticado por limitar o tempo de Vini Jr., Endrick e agora Estêvão, despertando suspeitas de preferência tática ou até pessoal. O caso ganha ainda mais repercussão ao se cruzar com declarações anteriores do próprio Alonso sobre o futebol brasileiro.

Alonso chegou ao Bayer Leverkusen em 2022 e, em entrevista coletiva na BayArena em fevereiro de 2025, foi questionado sobre seu brasileiro preferido. Ele citou o ex‑lateral Jorginho e o ex‑meia Zé Roberto, mas ressaltou que "gosta da maioria dos brasileiros que jogaram aqui". O elogio, embora genérico, foi a primeira pista pública de que o espanhol reconhecia a qualidade dos atletas do país, ainda que não tenha aprofundado critérios de escolha.

No Real Madrid, Alonso manteve a postura de rotatividade com a camisa 7. Vini Jr. foi substituído com frequência, chegando a perder a paciência ao ser retirado em um clássico contra o Barcelona. Rodrygo, por sua vez, somou 24 partidas, mas apenas 14 como titular e três gols, enquanto Endrick, pouco utilizado, solicitou empréstimo ao Lyon ao fim de 2025, onde recuperou forma e voltou à seleção para a Copa do Mundo. Esses episódios mostraram um padrão de desconfiança ou exigência elevada em relação aos brasileiros.

Ao assumir o Chelsea no fim da temporada 2025/26, Alonso trouxe João Pedro como principal referência ofensiva, que já havia marcado 20 gols em 50 partidas na temporada anterior. Contudo, o jovem atacante Estêvão, que havia se destacado no primeiro ano, viu-se relegado ao banco e entrou apenas aos 35 minutos do segundo tempo contra o Arsenal. Mesmo com pouco tempo, criou a melhor chance de empate, lançando um chute cruzado que obrigou David Raya a grande defesa, mas não alterou o placar final.

A análise tática sugere que Alonso prioriza jogadores com experiência europeia e adaptabilidade ao seu esquema de posse e pressão alta, o que pode explicar a preferência por João Pedro, que já demonstrou regularidade no ataque. Por outro lado, Vini Jr. e Endrick, apesar do talento individual, apresentam perfis menos alinhados ao estilo de jogo que o treinador vem implementando, sobretudo no que tange à disciplina defensiva e ao ritmo de transição. Essa seletividade tem repercussões financeiras, pois reduz o valor de revenda de atletas subutilizados e pode desestimular futuras contratações brasileiras.

A comunidade de futebol brasileiro acompanha o caso com preocupação, temendo que a percepção de um “corte” de oportunidades afaste talentos para ligas menos competitivas. Agentes apontam que a falta de minutos pode prejudicar a visibilidade dos jogadores na seleção e em competições continentais, enquanto clubes europeus podem reconsiderar investir em brasileiros se perceberem um ambiente hostil. Para o Chelsea, a situação cria um dilema: manter jogadores caros no banco ou buscar alternativas no mercado de inverno.

Nos próximos compromissos, o Chelsea encara o Manchester United na quarta rodada da Premier League e, em seguida, um confronto direto com o Tottenham. Observadores recomendam ficar de olho na evolução de Estêvão e na possível reintegração de Vini Jr., caso o treinador ajuste seu plano tático. Uma mudança de postura de Alonso poderia ser decisiva para a campanha londrina e para a reputação dos brasileiros na elite europeia.

Fonte: ge.globo

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