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Al-Ahli bloqueia saída de Matheus Gonçalves e deixa futuro incerto

Jogador que sonhava voltar ao Brasil vê negociação com Botafogo e Vasco ser encerrada pela diretoria saudita.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Al-Ahli bloqueia saída de Matheus Gonçalves e deixa futuro incerto

Em comunicado divulgado em 14/09/2026, o Al-Ahli da Arábia Saudita decidiu manter o atacante Matheus Gonçalves até a próxima janela de transferências, encerrando as tratativas que o ligavam ao Botafogo e ao Vasco. A decisão contraria o desejo explícito do jogador de retornar ao futebol brasileiro, conforme relatado por Gustavo Garcia. O impasse tem implicações imediatas para o planejamento de ataque dos dois clubes cariocas e para a trajetória do atleta.

Matheus Gonçalves chegou ao Flamengo como um dos maiores talentos das categorias de base, estreando no profissional ainda adolescente e sendo apontado como joia da formação rubro‑negra. Após duas temporadas de destaque, foi vendido ao Al‑Ahli, clube que investiu em jovens brasileiros para reforçar sua campanha na Liga Saudita. Sua passagem pelo Rubro‑Negro ainda marca a memória dos torcedores, que acompanham sua evolução no Oriente Médio.

Durante a janela de verão, Botafogo e Vasco manifestaram interesse concreto em contratar o atacante, ambos precisando de opções ofensivas para a reta final da Série A 2026. Botafogo, que busca melhorar sua média de gols, e Vasco, ainda na luta contra o descenso, viram em Matheus uma solução de curto prazo. As negociações avançaram até o último dia útil, mas foram abruptamente encerradas pela diretoria do Al‑Ahli.

A diretoria saudita comunicou que Matheus Gonçalves faz parte dos planos do clube para o restante da temporada, que se estende até maio de 2027. Embora tenha deixado as portas abertas para uma possível saída em janeiro, a decisão de não liberá‑lo agora reflete a estratégia de manter um ativo valioso até o encerramento da liga local. O clube ainda não divulgou detalhes financeiros, mas a manutenção indica confiança no rendimento do jogador na competição saudita.

Para Matheus, o revés representa um ponto de inflexão na carreira: a ausência de visibilidade no Brasil pode comprometer futuras convocações à seleção e reduzir seu valor de mercado. Botafogo e Vasco, por sua vez, terão de buscar alternativas emergenciais, o que pode acarretar custos adicionais ou contratações de menor perfil. O Al‑Ahli, ao segurar o atleta, protege um investimento que ainda pode render em uma eventual transferência europeia ou sul‑americana no próximo semestre.

Do ponto de vista financeiro, a recusa do Al‑Ahli evita a depreciação de um ativo que ainda possui contrato longo, enquanto clubes brasileiros teriam que arcar com uma taxa de transferência possivelmente elevada. A abertura para negociações em janeiro cria um cenário de leilão, onde o preço pode subir se o desempenho de Matheus na liga saudita for positivo. Essa dinâmica coloca pressão sobre Botafogo e Vasco para apresentarem propostas competitivas, ou então buscarem outros atacantes no mercado interno.

Com a janela de janeiro se aproximando, o próximo passo será observar o rendimento de Matheus Gonçalves nos próximos jogos da Liga Saudita e as declarações oficiais dos clubes interessados. Caso o Al‑Ahli mantenha a postura de negociação, a expectativa será de um acordo que inclua cláusula de compra ou empréstimo com opção de compra. Torcedores do Flamengo e dos clubes cariocas acompanharão de perto qualquer movimento, que poderá redefinir o futuro imediato do ex‑joia rubro‑negra.

Fonte: ge.globo

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