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Al-Hilal rompe fronteira: Inzaghi lidera ranking de treinadores mais bem pagos

Salário de €26 milhões coloca o italiano à frente de técnicos europeus e evidencia o poder financeiro da Arábia Saudita.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Al-Hilal rompe fronteira: Inzaghi lidera ranking de treinadores mais bem pagos

Simone Inzaghi, técnico do Al‑Hilal, encabeça o levantamento de salários de treinadores para a temporada 2026/27 com €26 milhões (cerca de R$ 154,8 milhões) ao ano, segundo o GiveMeSport e o jornal português A Bola. O italiano supera, em €2,6 milhões, o argentino Diego Simeone, do Atlético de Madrid, e deixa à margem nomes como Luis Enrique e Mikel Arteta, evidenciando a crescente força financeira dos clubes sauditas sobre as ligas europeias tradicionais.

O ranking surge num momento em que a Arábia Saudita tem investido pesado em futebol, atraindo estrelas e técnicos de elite para a Saudi Pro League e a Liga dos Campeões da AFC. O Al‑Hilal, vencedor da última edição da ACL, garantiu recursos de patrocinadores e do Estado que permitem salários comparáveis aos dos maiores clubes da Premier League, La Liga e Ligue 1. Enquanto isso, a Premier League ainda concentra quatro representantes entre os 12 primeiros: Mikel Arteta (Arsenal), Oliver Glasner (Nottingham Forest), Andoni Iraola (Liverpool) e Enzo Maresca (Manchester City).

A lista completa mostra Diego Simeone com €23,4 milhões (R$ 139,3 milhões), Luis Enrique com €20 milhões (R$ 119,1 milhões) e José Mourinho, à frente do Real Madrid, com €12 milhões (R$ 71,4 milhões). Entre os treinadores de seleções, Carlo Ancelotti, à frente da Seleção Brasileira, ocupa a 12ª posição com €9,43 milhões (R$ 56,1 milhões), o único representante nacional entre os doze primeiros colocados. Seu salário equivale a aproximadamente R$ 4,7 milhões por mês, valor que, embora expressivo, fica bem abaixo dos pares de clubes europeus mais ricos.

Do ponto de vista tático e competitivo, o poder aquisitivo do Al‑Hilal permite ao clube montar um plantel de alto nível, o que eleva as expectativas para a próxima fase da ACL e para a disputa da Supercopa da Arábia Saudita. Para a seleção brasileira, o salário de Ancelotti reflete a estratégia da CBF de contratar um técnico com experiência europeia, mas também gera pressão para que o técnico entregue resultados que justifiquem o investimento, sobretudo com a Copa do Mundo de 2030 em vista.

Financeiramente, o salto salarial dos clubes sauditas levanta questões sobre sustentabilidade a longo prazo. A dependência de recursos estatais pode criar vulnerabilidades caso haja mudança nas políticas de investimento esportivo. Por outro lado, a concorrência salarial força clubes europeus a repensar suas estruturas de pagamento, potencialmente ampliando a disparidade entre as elites e os clubes de médio porte.

Para Ancelotti, a posição no ranking pode ser um ponto de negociação nas próximas renovações contratuais, já que técnicos como Pep Guardiola e Jürgen Klopp continuam a receber pacotes superiores. Seu desempenho nas eliminatórias da Copa 2030 será analisado sob a ótica de custo‑benefício, com torcedores e dirigentes atentos ao retorno financeiro que a campanha pode gerar em termos de patrocínios e direitos de transmissão.

O próximo desafio de Inzaghi será a fase de grupos da ACL, onde o Al‑Hilal enfrentará adversários do Japão e da Coreia do Sul, enquanto Ancelotti tem a partida contra a Bolívia marcada para 15 de setembro, em São Paulo. Os próximos jogos servirão de termômetro para medir se os altos salários se traduzem em sucesso esportivo e se a tendência de salários inflacionados continuará a remodelar o mercado global de treinadores.

Fonte: ge.globo

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