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Amorim tem a defesa do Milan em xeque após derrota ao Benfica

Críticas de Florenzi e a falta de identidade tática colocam o técnico português sob pressão antes da pausa da Fifa.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Amorim tem a defesa do Milan em xeque após derrota ao Benfica

Na quarta‑feira, 16 de setembro, o Milan foi surpreendido pelo Benfica ao cair por 2 a 0 no San Siro, um revés que reacendeu as dúvidas sobre a condução de Rúben Amorim. A derrota veio com um time alternativo, mas o placar reflete mais que a falta de titulares: evidencia falhas de organização e a incapacidade de impor a própria identidade. O técnico português já era alvo de críticas após dois empates nas primeiras rodadas da Liga Europa.

O Milan inicia a temporada na Serie A invicto, mas ainda não encontrou consistência nos primeiros oito jogos, acumulando apenas três vitórias. Na fase de grupos da Liga Europa, a equipe já tem um ponto, com empates contra Juventus e Lazio, e agora precisa reagir para não comprometer a classificação. O clube investiu mais de 150 milhões de euros em contratações, o que eleva ainda mais a expectativa sobre resultados imediatos.

O duelo contra o Benfica mostrou um Milan que, apesar de ter criado 17 finalizações, registrou apenas 0,99 gol esperado, indicando falta de qualidade nas oportunidades. Dodi Lukebakio abriu o placar aos 15 minutos com uma jogada individual, e Georgiy Sudakov bateu na trave pouco depois, reforçando a superioridade ofensiva dos portugueses. No segundo tempo, duas substituições de Amorim não foram suficientes para reverter o marcador, ao contrário do que fez contra a Lazio, quando fez três mudanças no intervalo.

Ex‑lateral Alessandro Florenzi, que atuou quase 80 vezes pelo Rossoneri, criticou duramente a estratégia de Amorim na Sky Sports, afirmando que “se toda vez são necessárias duas substituições aos 45 minutos, há algo de errado antes”. Florenzi apontou ainda a falta de uma base estrutural que permita ao técnico português aplicar sua filosofia, e destacou a responsabilidade de Christian Pulisic na melhora do time no segundo tempo.

Amorim reconheceu a necessidade de ajustes, dizendo que o Milan “perdeu a identidade assim que ficou atrás no placar” e que a equipe precisa manter a bola e evitar lançamentos sem critério tático. Essa autocrítica evidencia um dilema: o treinador ainda não conseguiu traduzir o investimento financeiro em um estilo de jogo coerente, o que gera frustração na torcida e no diretório que espera retorno imediato. A falta de clareza tática pode comprometer a campanha na Serie A, onde cada ponto conta para o título.

Com a pausa da janela internacional da Fifa se aproximando, o próximo desafio do Milan será contra o Lecce, domingo, 20 de setembro, antes do intervalo. O confronto oferece a oportunidade de testar ajustes defensivos e buscar a tão falada “base” que Florenzi exige. Uma vitória contra o Lecce pode restaurar a confiança da equipe e dar a Amorim tempo para refletir sobre a estratégia da temporada.

Se o Milan não conseguir estabelecer uma identidade clara nas próximas partidas, a pressão sobre Amorim pode se intensificar, especialmente com a expectativa de retorno ao investimento de mais de 150 milhões de euros. O técnico português tem ainda a chance de corrigir o rumo antes da pausa, mas precisará alinhar disciplina tática e aproveitar o talento de jogadores como Pulisic para evitar novos tropeços na Liga Europa e na Serie A.

Fonte: Trivela

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