Ancelotti remodela meio‑campo da Seleção para novos ciclos
Convocações de Bruno Guimarães a Matheus Martinelli sinalizam mudança tática e busca por futuro no centro do campo.

Carlo Ancelotti anunciou a lista de convocados da Seleção brasileira para os amistosos contra Austrália (25 e 29 de setembro) e Índia (3 de outubro), colocando o meio‑campo no centro da sua proposta de renovação após a eliminação nas oitavas da Copa do Mundo.
A seleção saiu da Copa do Mundo de 2022 ainda sem um plano definido para o setor que, segundo o técnico italiano, foi o ponto mais vulnerável do time. Com a partida contra a Croácia encerrando a campanha, Ancelotti tem a primeira janela de datas‑FIFA para experimentar formações e avaliar quem pode compor o futuro do Brasil.
Entre os convocados, permanecem Bruno Guimarães (Liverpool) e Danilo (Juventus), que já participaram da Copa, além de Andrey Santos, que chegou ao Manchester United mas ainda tem minutos escassos. As novidades são Breno Bidon, Gabriel Bontempo e Matheus Martinelli, enquanto Casemiro optou por não seguir na Seleção, deixando um vazio de experiência defensiva no meio‑campo.
Andrey Santos surge como o candidato mais próximo de um volante posicional, oferecendo proteção à defesa e disciplina tática, apesar da falta de ritmo no Manchester United. Matheus Martinelli, do Fluminense, traz a característica de primeiro homem: saída de bola, marcação e construção desde trás, perfil que pode substituir a função de “escudo” que Casemiro desempenhava.
Breno Bidon e Gabriel Bontempo foram incluídos como opções box‑to‑box, capazes de transitar entre a defesa e o ataque e pressionar nos momentos de perda de bola. Ambos ainda não têm experiência consolidada em grandes ligas europeias, mas Ancelotti pretende observar sua evolução dentro do ambiente internacional, testando a capacidade de conectar linhas e aparecer no último terço.
Taticamente, Ancelotti deixou clara a intenção de alternar entre dois ou três volantes. Em um 4‑3‑3, poderia colocar um volante mais recuado (Andrey ou Martinelli) à frente da defesa, com Bruno Guimarães e Danilo ou Bontempo/ Bidon ocupando funções de interior e avançado. No 4‑2‑3‑1, o duplo pivô seria formado por Bruno e um volante defensivo, liberando um meia criativo para se infiltrar entre as linhas, enquanto no 4‑2‑4 a responsabilidade de sustento recairia sobre dois volantes extremamente completos.
Os próximos testes virão nos três amistosos, onde Ancelotti avaliará a química entre os convocados, a capacidade de manter a posse e a proteção da defesa sem sacrificar a criação ofensiva. O desempenho de Andrey Santos e Martinelli será decisivo para definir se o Brasil seguirá com um volante tradicional ou adotará um modelo mais dinâmico, enquanto Bidon e Bontempo podem abrir caminho para um meio‑campo mais versátil nos próximos ciclos.
Fonte: Trivela
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.






