Pular para o conteúdo

Ancelotti inicia ciclo 2030 com grupo reduzido na Austrália

Seleção começa a preparação para a Copa de 2030 em Brisbane, com apenas cinco atletas no primeiro treino.

Redação Voz do Gol3 min de leitura
Ancelotti inicia ciclo 2030 com grupo reduzido na Austrália

A seleção brasileira, comandada por Carlo Ancelotti, deu o pontapé inicial do ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030 com um treino em Brisbane que contou apenas com cinco atletas, enquanto os amistosos contra Austrália e Índia se aproximam. A decisão de iniciar a preparação com um grupo reduzido evidencia a urgência logística e a estratégia de inserir gradualmente os novos convocados. O primeiro confronto oficial ocorre na sexta-feira, 7h (de Brasília), em Townsville, marcando a estreia do novo projeto de Ancelotti.

Este ciclo sucede a campanha da Copa de 2026, onde o Brasil foi eliminado nas quartas de final, gerando pressão para renovação de estilo e de elenco. Ancelotti, que assumiu o cargo em julho, afirmou que a prioridade será “dar espaço a jovens para a próxima Copa”, reforçando a política de renovação anunciada pela CBF. O objetivo é equilibrar experiência – como Vini Jr., Marquinhos e Douglas Luiz – com a explosão de talentos como Endrick e Gabriel Menegon, recém‑convocados.

A logística de chegada foi dividida em cinco dias: o goleiro Gabriel Menegon (Grêmio) chegou no sábado, seguido por Douglas Santos e Estevão no domingo. Na segunda‑feira, Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães, ambos do Arsenal, enfrentaram neblina que desviou seu voo para Sydney, mas devem treinar à tarde. Jair e Raphinha chegam ainda nesta segunda, e na terça-feira são incorporados 17 convocados, entre eles Rayan, Vitor Reis, Danilo, Endrick, Vini Jr., Martinelli, Bidon e Pedro, completando a base do grupo.

A programação oficial prevê três treinos completos antes da partida contra a Austrália: segunda‑feira à tarde, terça‑feira pela manhã e quarta‑feira, quando Otávio, Arthur Dias e Vanderson chegam, formando o elenco completo. O primeiro amistoso será em Townsville (7h, horário de Brasília) e o segundo, em Brisbane, no dia 29 de setembro. Em seguida, a delegação segue para a Índia, onde enfrenta a seleção local em Calcutá no dia 3 de outubro, fechando a primeira fase de preparação.

Do ponto de vista tático, a escassez de treinos com o grupo completo limita a experimentação de formações, mas Ancelotti pode usar o período para definir um 4‑3‑3 com Vini Jr. e Endrick nas pontas, Marquinhos como líbero e Douglas Luiz como pivô. A presença de jovens como Gabriel Menegon e Matheuzinho oferece opções de rotação no gol e nas laterais, permitindo ao técnico avaliar a profundidade do elenco antes da fase decisiva. A integração rápida dos recém‑chegados será crucial para evitar descompasso nos jogos contra adversários com ritmo de jogo intenso, como a Austrália, que costuma pressionar alto.

Além do aspecto esportivo, os amistosos na Oceania e na Ásia representam uma estratégia de expansão de mercado da CBF, que busca reforçar a marca Brasil em territórios emergentes. Os jogos em Townsville e Brisbane atraem público local e mídia internacional, gerando receitas de direitos de transmissão e patrocínios. A visita à Índia, país com mais de 1,4 bilhão de habitantes, abre portas para futuros acordos comerciais e para a divulgação de talentos brasileiros em um dos maiores mercados de consumo de futebol do mundo.

O próximo passo imediato é a partida contra a Austrália em Townsville, onde Ancelotti terá a primeira oportunidade de observar o grupo completo em ação. A performance será analisada minuciosamente para ajustes antes do segundo amistoso em Brisbane e da viagem à Índia. Torcedores e analistas deverão ficar atentos à evolução de Endrick, à química entre Vini Jr. e Martinelli, e à capacidade de Ancelotti de conciliar experiência e juventude em busca de um projeto sólido para 2030.

Fonte: ge.globo

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.

Mais do Austrália

ver tudo do time

Notícias relacionadas