Band busca R$ 10 milhões com cobertura da Copa 2027
Sem direitos de transmissão, a emissora aposta no jornalismo para lucrar com a primeira Copa do Mundo feminina no Brasil.

A Band anunciou que, apesar de não ter conseguido os direitos de transmissão da Copa do Mundo feminina 2027, pretende gerar R$10 milhões apenas com a cobertura jornalística da competição, sinalizando uma mudança de foco para o conteúdo editorial no mercado de futebol feminino.
A FIFA confirmou o Brasil como sede da Copa do Mundo feminina de 2027 em maio de 2023, e o leilão de direitos de transmissão foi dominado pela Globo, que adquiriu a maior parte dos pacotes de TV aberta e paga, deixando a Band fora do jogo ao vivo, embora a emissora tenha sido pioneira ao transmitir partidas da seleção feminina na década de 2000.
Para alcançar a meta financeira, a Band planeja produzir um hub de conteúdo que inclui noticiários diários, documentários, entrevistas exclusivas e séries digitais, vendendo espaços publicitários, patrocínios de marcas como Nike e Visa, e licenças de conteúdo para plataformas de streaming, com estimativa de que 60% da receita venha de anúncios, 30% de patrocínios e 10% de licenciamento.
A ausência de jogos ao vivo representa um desafio significativo, já que a audiência ainda se concentra nos momentos de transmissão ao vivo; contudo, o aumento de 30% na audiência da Copa do Mundo feminina de 2023 no Brasil e o interesse crescente de anunciantes em associar suas marcas ao futebol feminino criam oportunidades para a Band explorar formatos de storytelling que mantenham o público engajado ao longo do torneio.
Financeiramente, o projeto pode compensar a queda de receita publicitária tradicional da emissora, ao mesmo tempo em que atrai um público mais jovem e feminino, reforçando a imagem da Band como promotora de igualdade de gênero no esporte e potencialmente abrindo portas para futuras negociações de direitos ou co‑produções com a FIFA.
Do ponto de vista do futebol feminino, a iniciativa amplia a oferta de conteúdo, potencializando patrocínios, visibilidade de atletas e engajamento de torcedores, fatores críticos para o desenvolvimento de base antes da Copa de 2027; porém, a fragmentação da cobertura pode gerar disparidade de qualidade se a emissora não mantiver padrões jornalísticos elevados.
A Band iniciará a produção do hub editorial no primeiro semestre de 2025, alinhando sua agenda ao calendário de marketing da FIFA e monitorando métricas de audiência e receita para validar a meta de R$10 milhões; o desempenho da estratégia será observado de perto pelos concorrentes e poderá influenciar futuras disputas por direitos de transmissão do futebol feminino no Brasil.
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