Brasil soma quatro medalhas e amplia domínio no Mundial de Canoagem
A dupla Jacky Godmann/Gabriel Nascimento garante prata e eleva o total brasileiro a oito pódios em Poznan.

O Brasil voltou ao pódio do Mundial de Canoagem e Paracanoagem em Poznan, Polônia, com quatro novas medalhas no domingo (30), elevando o total da delegação para oito e confirmando a liderança sul‑americana na competição.
O campeonato, disputado entre 27 e 31 de agosto de 2026, serve como referência para a classificação olímpica de Paris 2024; a equipe brasileira já vinha de um ouro histórico de Isaquias Queiroz no C1 500m, conquistado no sábado (29), reforçando a tendência de crescimento do programa nacional nos últimos ciclos.
Na prova de C2 500m, a dupla Jacky Godmann e Gabriel Nascimento registrou 1m 39s 81, a apenas 0,58 segundo dos russos Ivan Shtyl e Zakhar Petrov, que levaram o ouro; o trio húngaro Kristóf Kollár e István Juhász ficou em terceiro com 1m 40s 03, enquanto Gabriel declarou: "Recuperamos muito bem ali. Não sei de onde saiu essa força, mas saímos bem e mantivemos um bom ritmo. Estou muito feliz com essa medalha, não tenho palavras".
Nas categorias de paracanoagem, Fernando Rufino garantiu a segunda prata do torneio no KL2 200m (42,79s) e já havia subido ao pódio no VL2 200m; Gabriel Paixão completou a final do KL3 200m em 39,91s, conquistando prata, com Miqueias Rodrigues a 40,68s levando o bronze; Luis Carlos Cardoso somou a quinta prata brasileira ao marcar 47,25s no KL1 200m.
O conjunto de resultados demonstra a profundidade do esporte brasileiro, que agora tem representantes competitivos tanto nas provas de canoagem tradicional quanto nas de paracanoagem, ampliando as vagas olímpicas e atraindo maior investimento da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCan).
Taticamente, a performance de Godmann e Nascimento evidencia um ritmo de prova bem calibrado, com explosão nos últimos 200 metros – um padrão que pode ser replicado nas próximas etapas da temporada; na paracanoagem, a consistência de Rufino e Paixão reforça a eficácia dos programas de adaptação de equipamentos e preparação física específicos para cada classificação de mobilidade.
O próximo desafio da equipe será o World Cup em Szeged, Hungria, marcado para setembro, onde atletas buscarão consolidar posições para o ranking olímpico; os olhos permanecerão sobre a evolução da dupla C2 e a capacidade de transformar as recentes prata em ouro nas próximas competições.
Fonte: Folha Esporte
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