Bruno Guimarães admite dor por pênalti perdido e promete nova chance
O volante revela como o erro contra a Noruega ainda o acompanha e reafirma que não fugirá de outra cobrança.

Bruno Guimarães rompeu o silêncio em Brisbane ao admitir que o pênalti desperdiçado contra a Noruega ainda lhe causa dor. O volante, que tinha a responsabilidade após a falta de Matheus Cunha, disse que "ainda me dói muito isso ter acontecido". Seu relato chega quando a Seleção tenta recompor a confiança após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo.
A cobrança ocorreu aos 13 minutos do primeiro tempo, com o Brasil 0 a 0 e a partida ainda em aberto. O chute de Guimarães foi defendido pelo goleiro norueguês Ørjan Nyland, e o Brasil acabou perdendo por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland no segundo tempo e um pênalti convertido por Neymar nos acréscimos. A falta de um gol naquele momento mudou o ritmo da partida e deu à Noruega a vantagem psicológica que culminou na vitória.
Em entrevista à agência AFP, Guimarães detalhou o peso do erro: "É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz". Ele ainda ressaltou que aprendeu com a derrota e que, se houver outra oportunidade, "não vou me esconder" e cobraria novamente mil vezes, pois vestir a camisa brasileira sempre foi seu maior sonho.
Do ponto de vista tático, a perda do pênalti tirou o ímpeto ofensivo que o Brasil buscava nos primeiros minutos. Sem o gol de vantagem, a equipe de Dorival Júnior (técnico da Seleção) manteve a postura de posse, mas acabou cedendo espaço ao contra‑ataque norueguês, que culminou nos dois gols de Haaland. O erro também limitou a confiança dos meias criativos, como Lucas Paquetá, que passaram a atuar com mais cautela para evitar novos riscos.
Psicologicamente, o episódio coloca Guimarães sob escrutínio, já que a história da Seleção inclui pênaltis decisivos – desde Romário em 1994 até Neymar em 2018. Contudo, a postura de assumir a responsabilidade pode reforçar a confiança do técnico na sua liderança dentro do meio‑campo. A continuidade de sua convocação para os amistosos indica que a comissão ainda vê valor em seu equilíbrio defensivo e visão de jogo.
A Seleção tem três compromissos na nova Super Data FIFA: um amistoso contra a Austrália em Townsville, na sexta‑feira, 27 de setembro, às 7h (horário de Brasília), e outro contra a mesma equipe em Brisbane no dia 29. Em 3 de outubro, o Brasil encara a Índia em Calcutá. Esses jogos são a chance de Guimarães mostrar que superou a dor e de reconstruir a química do grupo antes de possíveis ciclos de qualificação.
O próximo passo da Seleção será transformar a frustração da Copa em aprendizado prático nos campos de treinamento. Observadores devem acompanhar a postura de Guimarães nas cobranças de pênaltis e sua influência na transição entre defesa e ataque. Se conseguir converter a determinação declarada em desempenho, o volante pode transformar o episódio em um ponto de virada para sua carreira internacional.
Fonte: ge.globo
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